{"id":18174,"date":"2025-11-10T17:58:25","date_gmt":"2025-11-10T20:58:25","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/11\/10\/brasil-tem-nova-televisao-produzida-por-criadores-nacionais-e-diversos\/"},"modified":"2025-11-10T17:58:25","modified_gmt":"2025-11-10T20:58:25","slug":"brasil-tem-nova-televisao-produzida-por-criadores-nacionais-e-diversos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/11\/10\/brasil-tem-nova-televisao-produzida-por-criadores-nacionais-e-diversos\/","title":{"rendered":"Brasil tem \u2018nova televis\u00e3o\u2019 produzida por criadores nacionais e diversos"},"content":{"rendered":"<p><span>A primeira televis\u00e3o chegou ao Brasil na d\u00e9cada de 1950 e, desde ent\u00e3o, o brasileiro \u00e9 apaixonado por ela. Mesmo disputando espa\u00e7o atualmente com outras m\u00eddias, a TV ainda reina absoluta: pelo menos um aparelho habita 94% dos lares, ou 75 milh\u00f5es de fam\u00edlias, segundo o IBGE. Mas o que passa nas TVs mudou \u2013 e, para cerca de 80 milh\u00f5es de pessoas no pa\u00eds, o YouTube \u00e9 assistido na tela grande.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Essa mudan\u00e7a de comportamento \u00e9 consequ\u00eancia, em grande parte, do conte\u00fado produzido pelos criadores do YouTube. Em muitos casos, a plataforma \u00e9 o epicentro para uma audi\u00eancia nacional de milh\u00f5es de pessoas ao mesmo tempo. Ser\u00e1 por meio de seus canais, por exemplo, a transmiss\u00e3o na \u00edntegra de todas as partidas da maior Copa do Mundo da hist\u00f3ria, em 2026, pela Caz\u00e9TV \u2013 exclusividade que rendeu R$ 2 bilh\u00f5es em patroc\u00ednios.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>A transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 somente na migra\u00e7\u00e3o para o digital, mas no formato de produ\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio dos meios tradicionais, o conte\u00fado \u00e9 pulverizado entre canais \u2013 dos gigantes aos nichados com um p\u00fablico fiel, j\u00e1 que todos podem encontrar o que os interessa e tamb\u00e9m mostrar sua voz por meio da plataforma. Isso possibilita que o p\u00fablico brasileiro se veja, em toda a sua diversidade, no que assiste: 81% dos usu\u00e1rios no Brasil concordam que podem encontrar conte\u00fados que refletem sua cultura e perspectiva no YouTube, segundo relat\u00f3rio da Oxford Economics de 2024.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>O modelo de neg\u00f3cios do YouTube colaborou para que essa pluralidade pudesse se formar: 55% do valor arrecadado com an\u00fancios \u00e9 repassado aos donos dos canais, conforme o modelo de parcerias criado ainda em 2007. Assim, a plataforma se tornou a segunda empresa que mais investe em conte\u00fado no mundo, injetando cerca de US$ 32 bilh\u00f5es em seus parceiros globalmente, como apontou estudo da consultoria KPMG.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3>Economia de criadores no Brasil<\/h3>\n<p><span>Essa nova economia de criadores j\u00e1 tem impactos diretos na economia brasileira. O ecossistema criativo do YouTube contribuiu com R$ 4,94 bilh\u00f5es para o PIB do Brasil no ano de 2024; e ajudou a gerar mais de 130 mil empregos equivalentes a ocupa\u00e7\u00f5es de tempo integral no pa\u00eds em 2024, de acordo com a pesquisa da Oxford Economics.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Al\u00e9m disso, como o conte\u00fado e o perfil dos criadores dessa ind\u00fastria n\u00e3o \u00e9 monol\u00edtico \u2013 e eles podem tanto ser pequenos empreendedores, que usam a plataforma para alavancar seus neg\u00f3cios, at\u00e9 neg\u00f3cios inteiros que nasceram no YouTube \u2013, essa economia criativa acaba irrigando a economia em diversas frentes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Sem acesso a uma plataforma democr\u00e1tica, dificilmente essas empresas conseguiriam crescer. Para 76% dos criadores que monetizam suas publica\u00e7\u00f5es com o YouTube, a plataforma oferece uma oportunidade de criar conte\u00fado e ganhar dinheiro que n\u00e3o encontrariam na m\u00eddia tradicional, conforme relat\u00f3rio de impacto da empresa. E os n\u00fameros mostram que, de fato, elas est\u00e3o evoluindo: o n\u00famero de canais na plataforma que geram pelo menos R$ 100 mil em receita no Brasil aumentou mais de 30% entre 2023 e 2024, por exemplo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Apesar desse potencial, o modelo de financiamento aos criadores, que fomenta a economia criativa, tamb\u00e9m est\u00e1 em jogo em propostas regulat\u00f3rias em discuss\u00e3o no Congresso brasileiro. \u00c9 o caso do Projeto de Lei do Streaming (PL 8889\/2017), aprovado no in\u00edcio de novembro na C\u00e2mara e que aguarda vota\u00e7\u00e3o no Senado; al\u00e9m dela, tamb\u00e9m tramita no sentido inverso o PL 2331\/2022.<\/span><\/p>\n<p><span>O texto aprovado na C\u00e2mara determina a cobran\u00e7a da Contribui\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento da Ind\u00fastria Cinematogr\u00e1fica Nacional (Condecine) para abastecer o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), al\u00e9m de uma s\u00e9rie de obriga\u00e7\u00f5es. O objetivo \u00e9 nobre: fomentar a ind\u00fastria tradicional do audiovisual. Para funcionar, a pol\u00edtica p\u00fablica n\u00e3o pode ignorar a contribui\u00e7\u00e3o de criadores e economia digital para o pa\u00eds.\u00a0<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira televis\u00e3o chegou ao Brasil na d\u00e9cada de 1950 e, desde ent\u00e3o, o brasileiro \u00e9 apaixonado por ela. Mesmo disputando espa\u00e7o atualmente com outras m\u00eddias, a TV ainda reina absoluta: pelo menos um aparelho habita 94% dos lares, ou 75 milh\u00f5es de fam\u00edlias, segundo o IBGE. 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