{"id":17981,"date":"2025-11-03T21:58:42","date_gmt":"2025-11-04T00:58:42","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/11\/03\/no-stf-agu-defende-manutencao-da-proibicao-do-financiamento-privado-de-campanha\/"},"modified":"2025-11-03T21:58:42","modified_gmt":"2025-11-04T00:58:42","slug":"no-stf-agu-defende-manutencao-da-proibicao-do-financiamento-privado-de-campanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/11\/03\/no-stf-agu-defende-manutencao-da-proibicao-do-financiamento-privado-de-campanha\/","title":{"rendered":"No STF, AGU defende manuten\u00e7\u00e3o da proibi\u00e7\u00e3o do financiamento privado de campanha"},"content":{"rendered":"<p>O advogado-geral da Uni\u00e3o, <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/jorge-messias\">Jorge Messias<\/a>, defendeu a improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o movida pelo Solidariedade no Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/STF\">STF<\/a>) que questiona a proibi\u00e7\u00e3o de doa\u00e7\u00e3o de empresas para financiamento de campanhas eleitorais. A sigla tamb\u00e9m pediu que a Corte autorize, de forma cautelar, as doa\u00e7\u00f5es eleitorais de pessoas jur\u00eddicas j\u00e1 para as elei\u00e7\u00f5es de 2026.<\/p>\n<p>No documento anexado aos autos nesta segunda-feira (3\/11), o AGU diz que o tema do financiamento privado de campanha j\u00e1 foi enfrentado pelo Supremo, que proibiu o modelo por entender que a influ\u00eancia do poder econ\u00f4mico viola a igualdade pol\u00edtica, \u00e0 democracia e a legitimidade do processo eleitoral. O tema depois foi regulado pelo Congresso Nacional.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/poder?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_poder_q2&amp;utm_id=cta_texto_poder_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_poder&amp;utm_term=cta_texto_poder_meio_materias\">Conhe\u00e7a o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transpar\u00eancia e previsibilidade para empresas<\/a><\/h3>\n<p>\u201cNa ocasi\u00e3o, o Plen\u00e1rio deu ampla e exaustiva considera\u00e7\u00e3o a aspectos decorrentes da presen\u00e7a do capital empresarial nas elei\u00e7\u00f5es, e, embora n\u00e3o tenha vedado categoricamente todo e qualquer modelo de financiamento privado, decidiu-se pelo reenvio do tema \u00e0 delibera\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional\u201d, diz um trecho do documento.<\/p>\n<p>E complementa: \u201cDiante da profundidade dos debates ent\u00e3o havidos \u2013 que abrangeram inclusive pondera\u00e7\u00f5es sobre as fragilidades de modelos de financiamento p\u00fablico e a possibilidade de intensifica\u00e7\u00e3o de il\u00edcitos como o \u201cCaixa 2\u201d \u2013 \u00e9 de se considerar que os argumentos suscitados na presente a\u00e7\u00e3o n\u00e3o delineiam nenhuma circunst\u00e2ncia f\u00e1tico-jur\u00eddica efetivamente nova ou desconhecida\u201d.<\/p>\n<p>O AGU defendeu que o Fundo partid\u00e1rio e o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) n\u00e3o violam o pluralismo pol\u00edtico e que a forma como o dinheiro ser\u00e1 usado faz parte da autonomia partid\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cQuando o financiamento privado empresarial dominava o cen\u00e1rio eleitoral, verificava-se flagrante desigualdade: candidatos e partidos com acesso privilegiado a recursos empresariais gozavam de vantagem desproporcional sobre aqueles que n\u00e3o dispunham de tais recursos\u201d.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a da AGU tamb\u00e9m refutou o argumento de que as emendas criaram uma \u201cm\u00e1quina de reelei\u00e7\u00e3o\u201d e violam a isonomia eleitoral. Segundo Messias, os argumentos \u201cmisturam institutos jur\u00eddicos distintos\u201d e n\u00e3o podem invalidar o sistema de financiamento p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u201cA bem da verdade, se h\u00e1 alguma esp\u00e9cie de concentra\u00e7\u00e3o na destina\u00e7\u00e3o dos recursos dispon\u00edveis do Fundo para o financiamento das campanhas, tal quest\u00e3o n\u00e3o decorre de suposta inconstitucionalidade, em tese, do modelo de financiamento p\u00fablico de campanhas, mas do desenho normativo aplic\u00e1vel \u00e0 governan\u00e7a desses recursos\u201d, diz outro trecho.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7877 foi distribu\u00edda ao ministro Alexandre de Moraes. O partido argumenta que a proibi\u00e7\u00e3o do financiamento empresarial se tornou inconstitucional por tr\u00eas motivos: insufici\u00eancia das verbas do Fundo Eleitoral; distor\u00e7\u00f5es provocadas pelo uso eleitoral de emendas parlamentares impositivas (de execu\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria); e a umento das pr\u00e1ticas de \u201ccaixa 2\u201d e do financiamento via crime organizado.<\/p>\n<p>Sobre as emendas parlamentares, o Solidariedade diz que esse recurso causa uma \u201cvantagem competitiva\u201d para pol\u00edticos que j\u00e1 tenham cargos eletivos. Segundo o argumento, deputados e senadores possuem um \u201cpoder discricion\u00e1rio para alocarem o total de R$ 54 bilh\u00f5es do Or\u00e7amento\u201d, o que funcionaria como uma \u201cm\u00e1quina de reelei\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para a legenda, deve ser adotado no Brasil um sistema h\u00edbrido, que permita o financiamento privado \u201csob regras claras, limites proporcionais e rigorosa fiscaliza\u00e7\u00e3o por parte da Justi\u00e7a Eleitoral e do Minist\u00e9rio P\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o questiona pontos da Reforma Eleitoral (Lei 13.165\/2015), aprovada ap\u00f3s decis\u00e3o do STF, de 2015, na ADI 4650, que derrubou o financiamento empresarial\u00a0de\u00a0campanhas.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O advogado-geral da Uni\u00e3o, Jorge Messias, defendeu a improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o movida pelo Solidariedade no Supremo Tribunal Federal (STF) que questiona a proibi\u00e7\u00e3o de doa\u00e7\u00e3o de empresas para financiamento de campanhas eleitorais. 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