{"id":17975,"date":"2025-11-03T18:03:45","date_gmt":"2025-11-03T21:03:45","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/11\/03\/cop30-conferencias-do-clima-cresceram-sem-controle\/"},"modified":"2025-11-03T18:03:45","modified_gmt":"2025-11-03T21:03:45","slug":"cop30-conferencias-do-clima-cresceram-sem-controle","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/11\/03\/cop30-conferencias-do-clima-cresceram-sem-controle\/","title":{"rendered":"COP30: confer\u00eancias do clima cresceram sem controle?"},"content":{"rendered":"<p><span>Cerca de 55 mil pessoas est\u00e3o inscritas para participar da <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/coberturas-especiais\/dialogos-da-cop30\">COP30<\/a>, que come\u00e7a em uma semana (10\/11) em <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/belem\">Bel\u00e9m<\/a> (PA), e vai receber 143 delega\u00e7\u00f5es internacionais. Ser\u00e1 o terceiro maior n\u00famero de participantes da confer\u00eancia do clima, atr\u00e1s apenas de Dubai, que recebeu 85 mil pessoas em 2023, e Baku, que recebeu 65 mil em 2024.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Para alguns pesquisadores, esses n\u00fameros s\u00e3o grandes demais. O tamanho que a COP atingiu nos \u00faltimos anos passou a ser um fator negativo para atingir o objetivo de barrar o aquecimento global, dizem, e tornar a confer\u00eancia menor poderia ajudar a torn\u00e1-la mais efetiva.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/poder?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_poder_q2&amp;utm_id=cta_texto_poder_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_poder&amp;utm_term=cta_texto_poder_meio_materias\"><span>Conhe\u00e7a o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transpar\u00eancia e previsibilidade para empresas<\/span><\/a><\/h3>\n<p><span>Benito Muller, pesquisador da Instituto de Mudan\u00e7a Ambiental da Universidade de Oxford, afirmou que <\/span><span>\u201cas confer\u00eancias do clima cresceram de forma org\u00e2nica, sem qualquer dire\u00e7\u00e3o. Algumas pessoas poderiam at\u00e9 dizer que \u00e9 como um c\u00e2ncer, fora de controle\u201d. A frase foi dita em entrevista \u00e0 revista cient\u00edfica Undark Magazine no ano passado.<\/span><\/p>\n<p><span>As primeiras confer\u00eancias, em Berlim e Genebra, em 1995 e 1996, tiveram menos de 5 mil participantes. O n\u00famero deu um salto para 10 mil pessoas em Kyoto, em 1997, que resultou na assinatura do Protocolo de Kyoto. A m\u00e9dia de participantes seguiu em um patamar acima dos 10 mil de forma constante entre a COP11 em Montreal, em 2005, e a COP20, em Lima, em 2014. Em 2009, na COP15, na Dinamarca, houve um pico de 40 mil pessoas. Depois de Paris, em 2015, quando novamente 40 mil participaram do evento, o n\u00famero nunca caiu para menos de 20 mil.\u00a0<\/span><\/p>\n\n<p><span>Muller \u00e9 <a href=\"https:\/\/oxfordclimatepolicy.org\/sites\/default\/files\/Quo%20Vadis%20COP_0.pdf\">autor de um estudo de 2021<\/a> que prop\u00f5e uma reforma dr\u00e1stica na forma como as confer\u00eancias s\u00e3o conduzidas. De acordo com o trabalho, o crescimento descontrolado da COP diluiu o foco e implementou uma s\u00e9rie de fun\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o essenciais ao objetivo central da confer\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span>O estudo afirma que o tamanho gigantesco atingido pela confer\u00eancia complica a organiza\u00e7\u00e3o, aumenta os custos para os pa\u00edses-sede e cria uma press\u00e3o para que cada encontro tenha um resultado digno de cobertura midi\u00e1tica para justificar os gastos. Segundo Muller, essa press\u00e3o \u00e9 inapropriada para as decis\u00f5es mais t\u00e9cnicas e rotineiras que seriam necess\u00e1rias na fase de implementa\u00e7\u00e3o do Acordo de Paris.<\/span><\/p>\n<p><span>As <\/span><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/coberturas-especiais\/dialogos-da-cop30\/presidencia-da-cop30-reafirma-belem-e-pede-apoio-privado-contra-mudanca-climatica\"><span>dificuldades log\u00edsticas enfrentadas pelo Brasil<\/span><\/a><span> para receber a confer\u00eancia em Bel\u00e9m parecem corroborar essa vis\u00e3o. A pr\u00f3pria ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, <\/span><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/coberturas-especiais\/dialogos-da-cop30\/questoes-logisticas-tiram-forca-do-debate-de-substancia-sobre-a-cop30-diz-marina\"><span>disse ao <span class=\"jota\">JOTA<\/span> em agosto<\/span><\/a><span> que as quest\u00f5es log\u00edsticas tiram for\u00e7a do \u201cdebate de subst\u00e2ncia\u201d do evento.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>E as barreiras log\u00edsticas para participar da COP30 v\u00e3o atingir principalmente os pa\u00edses mais pobres, com recursos financeiros limitados, destacou Jennifer Bansard, do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (IISD).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cSe voc\u00ea \u00e9 um representante de um Estado insular em desenvolvimento e precisa pegar cinco ou seis voos para chegar em Bel\u00e9m, isso aumenta o custo\u201d, disse ela em uma publica\u00e7\u00e3o do IISD na semana passada.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Pa\u00edses pequenos, como os membros da Alian\u00e7a dos Pequenos Estados Insulares (Aosis, na sigla em ingl\u00eas), h\u00e1 anos reclamam que a rota\u00e7\u00e3o do pa\u00edses-sede dificulta que pa\u00edses pequenos presidam a confer\u00eancia e que falta tempo para que as partes fa\u00e7am as discuss\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p>Para Marcio Astrini, secret\u00e1rio executivo do Observat\u00f3rio do Clima, o crescimento da COP \u00e9 inevit\u00e1vel com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas atingindo cada vez mais a vida das pessoas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos muitos desses setores que n\u00e3o olhavam para a agenda clim\u00e1tica, ou olhavam de forma muito distante, e que hoje querem participar\u201d, afirma Astrini.\u00a0\u201cEnt\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel que voc\u00ea tenha cada vez mais gente\u00a0 da sociedade civil, do setor empresarial e tamb\u00e9m de dentro dos governos, interessada nas confer\u00eancias.\u201d<\/p>\n<p>\u201cPorque a mudan\u00e7a clim\u00e1tica est\u00e1 aumentando o pre\u00e7o do caf\u00e9, est\u00e1 impactando pessoas ao redor do mundo, com as cheias no Paquist\u00e3o, com as secas na Som\u00e1lia, com o recorde de temperatura e enchente no Rio Grande do Sul\u201d, diz Astrini.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaFvFd73rZZflK7yGD0I\">Inscreva-se no canal de not\u00edcias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> no WhatsApp e fique por dentro das principais discuss\u00f5es do pa\u00eds!<\/a>\u00a0<span>\u00a0<\/span><\/h3>\n<p>No entanto, para a cientista pol\u00edtica Luciana Veiga, especialista em comportamento pol\u00edtico, a frequ\u00eancia anual da confer\u00eancia deveria ser positiva para manter o engajamento cont\u00ednuo, mas o tamanho e a falta de foco fazem com que essa vantagem se perca.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea cria metas que nem tem tanto tempo para implementar. Quem est\u00e1 diretamente envolvido j\u00e1 come\u00e7a a se preparar para outra confer\u00eancia, inclusive com uma produ\u00e7\u00e3o que esses eventos demandam\u201d, afirma Veiga, que \u00e9 professora da Universidade Federal do Estado Rio de Janeiro e da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas. \u201cEnt\u00e3o a confer\u00eancia acaba esvaziada para a opini\u00e3o p\u00fablica, gerando uma vis\u00e3o de que ela n\u00e3o \u00e9 efetiva, n\u00e3o entrega resultados.\u201d<\/p>\n<p>Veiga afirma que os problemas log\u00edsticos da COP30, em Bel\u00e9m, inclusive, dilu\u00edram os efeitos positivos de termos a confer\u00eancia no Brasil \u2014 em vez de em pa\u00edses com economia focada no petr\u00f3leo, como nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>\u201cO impacto de a COP30 ser no Brasil foi menor do que a gente esperava porque a quest\u00e3o da falta de alojamento, de como vai ficar a infraestrutura, acabou dominando a pauta, inclusive do jornalismo\u201d, afirma Veiga. \u201cTanto nacionalmente como internacionalmente a agenda ficou por conta da quest\u00e3o log\u00edstica e de forma predominantemente negativa.\u201d<\/p>\n<h3>Para que serve a COP30?<\/h3>\n<p><span>O principal objetivo das confer\u00eancias, at\u00e9 2015, era a negocia\u00e7\u00e3o de um acordo para cortar as emiss\u00f5es e evitar o aumento de temperatura m\u00e9dia do planeta.<\/span><\/p>\n<p><span> No estudo \u201cQuo Vadis Cop\u201d, assinado por Muller em conjunto com os pesquisadores Jen Allan, Matthias Roesti e Luis Gomez-Echeverri, os pesquisadores argumentam que, a partir da assinatura do Acordo de Paris, o objetivo deveria ser a implementa\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o do combinado, mas o crescimento das COPs dilui esse foco. <\/span><\/p>\n<p><span>E, para Muller, a \u201cfanfarra\u201d em torno da confer\u00eancia poderia gerar uma \u201cfatiga clim\u00e1tica\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>No entanto, nos \u00faltimos anos, a COP conseguiu avan\u00e7os significativos al\u00e9m da implementa\u00e7\u00e3o do Acordo de Paris. Os principais s\u00e3o as iniciativas de financiamento, como o \u201cnovo objetivo coletivo quantificado\u201d (NCQG), nova meta de arrecada\u00e7\u00e3o de recursos para apoiar as a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o e combate ao aquecimento global; e <\/span><span>o Fundo de Perdas e Danos, acordado em 2022, que prev\u00ea assist\u00eancia financeira dos pa\u00edses mais ricos \u00e0s na\u00e7\u00f5es mais impactadas pelos efeitos do clima. O fundo era uma antiga demanda dos pa\u00edses que est\u00e3o sofrendo as consequ\u00eancias mais severas de eventos clim\u00e1ticos extremos como inunda\u00e7\u00f5es, secas e inc\u00eandios.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Os fundos s\u00e3o a principal aposta do Brasil para a COP deste ano, especialmente o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em ingl\u00eas) e o projeto de Redu\u00e7\u00e3o de Emiss\u00f5es por Desmatamento e Degrada\u00e7\u00e3o (REDD+) \u2014 No m\u00eas passado, o presidente Lula anunciou o aporte de U$ 1 bilh\u00e3o (R$ 5,4 bilh\u00f5es)\u00a0 ao TFFF como uma tentativa de catalisar investimentos internacionais p\u00fablicos e privados.<\/span><\/p>\n<p><span>Muller prop\u00f5e em sua pesquisa, no entanto, que as outras fun\u00e7\u00f5es cumpridas pela confer\u00eancia da ONU sejam remanejadas para outros eventos, permitindo uma mudan\u00e7a do modelo da COP para algo mais enxuto e fixo em um s\u00f3 local, com menos de 5 mil participantes e sede em Bonn, na Alemanha, onde fica a sede da Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre a Mudan\u00e7a do Clima (UNFCCC, na silga em ingl\u00eas), que organiza a COP.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Nesse modelo, a COP lidaria com os aspectos t\u00e9cnicos da implementa\u00e7\u00e3o do acordo de Paris e a parte mais pol\u00edtica e midi\u00e1tica do evento seria transferida para outros eventos, as Semanas de A\u00e7\u00e3o Clim\u00e1tica, que poderiam acontecer com outro tipo de regularidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-ultimas-noticias?utm_source=jota&amp;utm_medium=lp&amp;utm_campaign=23-09-2024-jota-lp-eleicoes-2024-eleicoes-2024-none-audiencias-none&amp;utm_content=eleicoes-2024&amp;utm_term=none\"><span>Assine gratuitamente a newsletter \u00daltimas Not\u00edcias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> e receba as principais not\u00edcias jur\u00eddicas e pol\u00edticas do dia no seu email<\/span><\/a><\/h3>\n<p><span>\u201cO modelo proposto tem uma s\u00e9rie de vantagens, como permitir que todas as partes presidam a COP, bem como diminuir a press\u00e3o para resultados midi\u00e1ticos em todo evento\u201d, diz o estudo. \u201cMas a vantagem mais importante \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o dos custos.\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p>No entanto, para M\u00e1rcio Astrini, secret\u00e1rio-executivo do Observat\u00f3rio do Clima, n\u00e3o \u00e9 a frequ\u00eancia ou o tamanho das confer\u00eancias que faz com que estejamos t\u00e3o longe dos objetivos do Acordo de Paris.<\/p>\n<p>\u201cMesmo porque as confer\u00eancias de clima acontecem durante duas semanas. As outras 50 semanas do ano s\u00e3o quando os acordos precisam ser implementados, e n\u00e3o s\u00e3o\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>Para Astrini, mudan\u00e7as de fato s\u00e3o necess\u00e1rias, mas a grande participa\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial ao processo.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos de mais rapidez, precisamos de mais press\u00e3o, precisamos de mais a\u00e7\u00e3o, precisamos de respostas melhores, mais eficientes e mais r\u00e1pidas. O mecanismo n\u00e3o \u00e9 perfeito\u201d, afirma.<\/p>\n<p>\u201cMas a participa\u00e7\u00e3o tem que acontecer. \u00c9 isso que vai fazer com que, inclusive, exista a press\u00e3o sobre esses tomadores de decis\u00e3o e que a agenda de clima seja cada vez mais absorvida por setores que n\u00e3o sejam a diplomacia ou a \u00e1rea de meio ambiente.\u201d<\/p>\n<p><span>Formas de tornar o processo mais eficiente foram bastante discutidas na Confer\u00eancia de Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica em Bonn, em junho, e essas conversas devem continuar na pr\u00f3xima semana em Bel\u00e9m. No entanto, observadores s\u00e3o c\u00e9ticos quanto \u00e0 possibilidade de grandes mudan\u00e7as no formato.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cUma quest\u00e3o importante \u00e9 encontrar um equil\u00edbrio entre tornar o processo gerenci\u00e1vel e garantir uma participa\u00e7\u00e3o equilibrada, especialmente entre pa\u00edses desenvolvidos e em desenvolvimento\u201d, afirmou Bansard em sua an\u00e1lise para o IISD. \u201cPor exemplo, como limitar o n\u00famero de participantes \u2014 isso se aplica a representantes governamentais, observadores ou diferentes categorias de partes interessadas?\u201d<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 55 mil pessoas est\u00e3o inscritas para participar da COP30, que come\u00e7a em uma semana (10\/11) em Bel\u00e9m (PA), e vai receber 143 delega\u00e7\u00f5es internacionais. 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