{"id":16037,"date":"2025-10-06T11:23:03","date_gmt":"2025-10-06T14:23:03","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/10\/06\/descarbonizar-transportes-exige-estrategia-hibrida-entre-biocombustiveis-e-eletrificacao\/"},"modified":"2025-10-06T11:23:03","modified_gmt":"2025-10-06T14:23:03","slug":"descarbonizar-transportes-exige-estrategia-hibrida-entre-biocombustiveis-e-eletrificacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/10\/06\/descarbonizar-transportes-exige-estrategia-hibrida-entre-biocombustiveis-e-eletrificacao\/","title":{"rendered":"Descarbonizar transportes exige estrat\u00e9gia h\u00edbrida entre biocombust\u00edveis e eletrifica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span>O Brasil enfrenta um desafio complexo para <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/descarbonizacao\">descarbonizar<\/a> seu setor de <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/transporte\">transportes<\/a> at\u00e9 2050, uma meta essencial para cumprir os compromissos assumidos no Acordo de Paris. O setor \u00e9 respons\u00e1vel por aproximadamente 11% das emiss\u00f5es nacionais de CO2 equivalente, totalizando 260 milh\u00f5es de toneladas anuais, segundo dados da Coaliz\u00e3o dos Transportes, iniciativa que re\u00fane mais de 50 entidades do setor, incluindo Motiva, CEBDS, CNT e o Observat\u00f3rio de Mobilidade do Insper.<\/span><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-conversao-jota-pro-energia\">Conhe\u00e7a o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Energia, monitoramento jur\u00eddico e pol\u00edtico para empresas do setor<\/a><\/h3>\n<p><span>Em um cen\u00e1rio de ina\u00e7\u00e3o, as emiss\u00f5es podem atingir 424 milh\u00f5es de toneladas de CO2 equivalente em 2050, representando um aumento de 63% em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis atuais. Segundo S\u00e9rgio Avelleda, do Observat\u00f3rio Nacional de Mobilidade Sustent\u00e1vel do Insper, o transporte rodovi\u00e1rio \u00e9 respons\u00e1vel por mais de 90% das emiss\u00f5es do setor, o que demonstra a depend\u00eancia brasileira deste modal.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cDescarbonizar o setor de transportes no Brasil \u00e9 um grande desafio, diferentemente do que acontece em outros pa\u00edses\u201d, explica Felipe Barcellos, pesquisador do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA). Enquanto outras na\u00e7\u00f5es t\u00eam no setor el\u00e9trico seu principal desafio clim\u00e1tico, no Brasil a situa\u00e7\u00e3o se inverte: quase 90% da matriz el\u00e9trica prov\u00e9m de fontes renov\u00e1veis. Para Barcellos, o setor de transportes \u00e9 o maior emissor do pa\u00eds em termos de energia.<\/span><\/p>\n<h3>Tr\u00eas vetores para a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es<\/h3>\n<p><span>Diante deste panorama, o relat\u00f3rio da Coaliz\u00e3o dos Transportes identificou 90 alavancas de descarboniza\u00e7\u00e3o que podem reduzir at\u00e9 70% das emiss\u00f5es at\u00e9 2050. Estas a\u00e7\u00f5es se concentram em tr\u00eas vetores principais que respondem por cerca de 60% do potencial de redu\u00e7\u00e3o, oferecendo um caminho estruturado para a transforma\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p><span>O primeiro e mais impactante vetor \u00e9 o rebalanceamento da matriz log\u00edstica brasileira. A meta ambiciosa \u00e9 aumentar a participa\u00e7\u00e3o do modal ferrovi\u00e1rio de 16% para 33% no transporte de cargas, uma transforma\u00e7\u00e3o que demandar\u00e1 investimentos de aproximadamente R$ 270 bilh\u00f5es. Simultaneamente, o modal aquavi\u00e1rio deve expandir sua participa\u00e7\u00e3o de 15% para 22%.<\/span><\/p>\n<p><span>Embora reconhe\u00e7a a import\u00e2ncia dessa transi\u00e7\u00e3o, Barcellos alerta para os cuidados necess\u00e1rios. Segundo o pesquisador do IEMA, \u00e9 preciso entender qual \u00e9 o espa\u00e7o do Brasil para construir ferrovias, principalmente em \u00e1reas de urbaniza\u00e7\u00e3o j\u00e1 consolidada, lembrando dos riscos ambientais como desmatamento e press\u00e3o sobre territ\u00f3rios protegidos que essas grandes obras podem causar.<\/span><\/p>\n<p><span>O segundo vetor aproveita uma vantagem competitiva hist\u00f3rica brasileira. Conforme o estudo da Coaliz\u00e3o dos Transportes, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 aumentar o consumo de biocombust\u00edveis de 30 bilh\u00f5es de litros atuais para 55 bilh\u00f5es em 2050, incluindo diesel verde, SAF (combust\u00edvel sustent\u00e1vel de avia\u00e7\u00e3o) e etanol. Este investimento, estimado em torno de R$ 225 bilh\u00f5es, pode reduzir 45 milh\u00f5es de toneladas de CO2 equivalente. \u201cO Brasil tem a possibilidade de complementar a solu\u00e7\u00e3o global el\u00e9trica com uma tecnologia amplamente dominada por n\u00f3s\u201d, afirma Avelleda.<\/span><\/p>\n<p><span>A import\u00e2ncia dos biocombust\u00edveis se torna ainda mais evidente quando consideramos as limita\u00e7\u00f5es da eletrifica\u00e7\u00e3o imediata. Para Barcellos, eles ser\u00e3o fundamentais especialmente no curto prazo, j\u00e1 que existe um gargalo de crescimento das fontes renov\u00e1veis. Segundo o pesquisador, essa seria uma maneira de acelerar a transi\u00e7\u00e3o, sem aguardar que toda a frota seja renovada.<\/span><\/p>\n<p><span>O terceiro vetor representa 35% do potencial de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es. De acordo com o relat\u00f3rio da Coaliz\u00e3o, a meta \u00e9 ambiciosa: que mais de 50% da frota de ve\u00edculos leves seja eletrificada at\u00e9 2050, exigindo investimentos de cerca de R$ 40 bilh\u00f5es apenas em infraestrutura de recarga. Paralelamente, a Lei do Combust\u00edvel do Futuro, aprovada em 2024, estabelece metas progressivas para a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es no setor a\u00e9reo, come\u00e7ando com 1% em 2027 e chegando a 10% em 2037.<\/span><\/p>\n<p><span>A experi\u00eancia brasileira com o etanol oferece li\u00e7\u00f5es valiosas para essa transi\u00e7\u00e3o. Segundo Avelleda, o etanol s\u00f3 foi uma solu\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel porque n\u00e3o inventou um motor novo, ele usou o mesmo motor da gasolina, destacando como a compatibilidade tecnol\u00f3gica foi fundamental para o sucesso da alternativa energ\u00e9tica nacional.<\/span><\/p>\n<h3>Mobilidade urbana e a necessidade de transforma\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p><span>A quest\u00e3o se torna ainda mais complexa quando o foco se volta para as cidades, onde vive 87% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Neste ambiente urbano, o transporte individual motorizado responde por 70% das emiss\u00f5es. A disparidade \u00e9 gritante: em S\u00e3o Paulo, carros emitem 127 gramas de CO2 por passageiro-quil\u00f4metro, enquanto \u00f4nibus emitem apenas 16 gramas e, de forma ainda mais sustent\u00e1vel, o metr\u00f4 apenas 2 gramas.<\/span><\/p>\n<p><span>Frente a este cen\u00e1rio, tanto Avelleda quanto Barcellos defendem a estrat\u00e9gia do \u201cavoid, shift, improve\u201d (evitar, transferir, melhorar). O conceito, segundo Barcellos, come\u00e7a pelo mais fundamental: evitar significa fazer com que pessoas possam morar perto de centros urbanos atrav\u00e9s de habita\u00e7\u00e3o de interesse social em \u00e1reas consolidadas.<\/span><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/poder?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_poder_q2&amp;utm_id=cta_texto_poder_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_poder&amp;utm_term=cta_texto_poder_meio_materias\"><span>Conhe\u00e7a o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transpar\u00eancia e previsibilidade para empresas<\/span><\/a><\/h3>\n<p><span>As consequ\u00eancias da depend\u00eancia do transporte individual v\u00e3o al\u00e9m das emiss\u00f5es. Segundo Barcellos, uma cidade focada no transporte individual \u00e9 uma cidade que emite muito e tende a ser espraiada. Para o pesquisador, isso cria um c\u00edrculo vicioso onde pessoas de menor poder aquisitivo ficam cada vez mais distantes dos direitos b\u00e1sicos. Barcellos destaca que \u00e9 interessante pensar na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica nos transportes tamb\u00e9m como uma transi\u00e7\u00e3o justa.<\/span><\/p>\n<p><span>No contexto urbano, a eletrifica\u00e7\u00e3o ganha contornos mais fact\u00edveis. \u201cA eletrifica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma tecnologia consolidada, os nossos projetos apostam nisso para as cidades\u201d, afirma Magdala Ribeiro, do WRI Brasil. Para deslocamentos de longa dist\u00e2ncia, ela aponta alternativas como o hidrog\u00eanio verde, que consegue ter maior autonomia para esses deslocamentos.<\/span><\/p>\n<p><span>Contudo, os n\u00fameros revelam o tamanho do desafio. O Brasil conta atualmente com apenas 602 \u00f4nibus el\u00e9tricos, um n\u00famero que deveria crescer para cerca de 11.000 ve\u00edculos at\u00e9 2030, segundo estimativas do C40 Cities. A baixa ades\u00e3o tem causas estruturais: os custos ainda elevados e a resist\u00eancia dos operadores que j\u00e1 estabeleceram seus modelos de neg\u00f3cio, de acordo com Magdala.<\/span><\/p>\n<p><span>Al\u00e9m da eletrifica\u00e7\u00e3o, Barcellos destaca a import\u00e2ncia de valorizar modalidades frequentemente negligenciadas. Segundo o pesquisador do IEMA, geralmente nas cidades um ter\u00e7o \u00e9 transporte a p\u00e9, outro ter\u00e7o transporte coletivo e outro ter\u00e7o individual motorizado, defendendo que o transporte p\u00fablico pode ser o primeiro indutor da eletrifica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span>A quest\u00e3o econ\u00f4mica dos \u00f4nibus el\u00e9tricos ilustra bem os desafios da transi\u00e7\u00e3o. Os operadores tradicionalmente operam os ve\u00edculos por at\u00e9 oito anos antes de revend\u00ea-los para cidades menores. Segundo Magdala, com o \u00f4nibus el\u00e9trico, \u00e9 preciso considerar o ciclo de vida de 15 anos. H\u00e1 sinais positivos vindos da experi\u00eancia internacional: no Chile, os primeiros \u00f4nibus el\u00e9tricos completaram sete anos com resultados \u00f3timos nas baterias, dados que podem mudar os c\u00e1lculos de viabilidade econ\u00f4mica, segundo a pesquisadora do WRI Brasil.<\/span><\/p>\n<h3>O financiamento como obst\u00e1culo central<\/h3>\n<p><span>Apesar das solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas identificadas no estudo da Coaliz\u00e3o dos Transportes, persiste um gargalo fundamental. \u201cO grande desafio da COP30 \u00e9 destravar os recursos necess\u00e1rios para a transi\u00e7\u00e3o\u201d, aponta Avelleda, identificando o financiamento como o principal obst\u00e1culo para a transforma\u00e7\u00e3o do setor.<\/span><\/p>\n<p><span>Os n\u00fameros mostram a dimens\u00e3o dos investimentos necess\u00e1rios. O Novo PAC prev\u00ea R$ 53 bilh\u00f5es em investimentos em mobilidade urbana sustent\u00e1vel, enquanto o setor privado busca alternativas como t\u00edtulos verdes e empr\u00e9stimos sustent\u00e1veis. \u201cMuitas cidades dependem de subs\u00eddio do setor p\u00fablico para as opera\u00e7\u00f5es de transporte coletivo\u201d, destaca Magdala, do WRI Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span>A realidade brasileira aponta para uma estrat\u00e9gia h\u00edbrida. Barcellos acredita que a solu\u00e7\u00e3o no Brasil passar\u00e1 pelas duas categorias: eletricidade e <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/biocombustiveis\">biocombust\u00edveis<\/a>. Para o transporte de cargas, especificamente, ele destaca as vantagens do diesel verde, que \u00e9 um combust\u00edvel que n\u00e3o precisa de modifica\u00e7\u00e3o no caminh\u00e3o, caracter\u00edstica que facilita a transi\u00e7\u00e3o imediata.<\/span><\/p>\n<p><span>Essa abordagem pragm\u00e1tica reconhece as limita\u00e7\u00f5es e oportunidades do contexto nacional, combinando a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica com a realidade econ\u00f4mica e social do pa\u00eds. A transforma\u00e7\u00e3o do setor n\u00e3o pode ignorar seus impactos sociais. Como alerta Avelleda, os \u00f4nibus el\u00e9tricos demandam menos m\u00e3o de obra e \u00e9 preciso requalificar os mec\u00e2nicos, exemplificando como a descarboniza\u00e7\u00e3o deve vir acompanhada de pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o aos trabalhadores afetados.<\/span><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaFvFd73rZZflK7yGD0I\">Inscreva-se no canal de not\u00edcias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> no WhatsApp e fique por dentro das principais discuss\u00f5es do pa\u00eds!<\/a> <span>\u00a0<\/span><\/h3>\n<p><span>Com a COP30 sendo realizada no Brasil, o pa\u00eds tem uma oportunidade hist\u00f3rica de se posicionar como l\u00edder global em descarboniza\u00e7\u00e3o. Se implementadas todas as alavancas identificadas pelos especialistas no relat\u00f3rio da Coaliz\u00e3o dos Transportes, o Brasil pode alcan\u00e7ar uma redu\u00e7\u00e3o de 290 milh\u00f5es de toneladas de CO2 equivalente at\u00e9 2050.<\/span><\/p>\n<p><span>O otimismo dos especialistas se baseia em dados concretos. Para Avelleda, as metas s\u00e3o fact\u00edveis porque foram os operadores, representantes do setor privado, que disseram ser vi\u00e1vel. O estudo da Coaliz\u00e3o reconhece que ser\u00e1 imposs\u00edvel zerar completamente as emiss\u00f5es, mas uma redu\u00e7\u00e3o significativa aliada a mecanismos de compensa\u00e7\u00e3o pode tornar o Brasil neutro em carbono no transporte at\u00e9 2050, transformando um dos maiores desafios clim\u00e1ticos do pa\u00eds em uma oportunidade de lideran\u00e7a global.<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil enfrenta um desafio complexo para descarbonizar seu setor de transportes at\u00e9 2050, uma meta essencial para cumprir os compromissos assumidos no Acordo de Paris. O setor \u00e9 respons\u00e1vel por aproximadamente 11% das emiss\u00f5es nacionais de CO2 equivalente, totalizando 260 milh\u00f5es de toneladas anuais, segundo dados da Coaliz\u00e3o dos Transportes, iniciativa que re\u00fane mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16037"}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16037"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16037\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}