{"id":14681,"date":"2025-09-24T11:06:21","date_gmt":"2025-09-24T14:06:21","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/09\/24\/equipe-economica-intensifica-critica-a-juro-alto-e-lula-surfa-onda-de-valorizacao-do-real\/"},"modified":"2025-09-24T11:06:21","modified_gmt":"2025-09-24T14:06:21","slug":"equipe-economica-intensifica-critica-a-juro-alto-e-lula-surfa-onda-de-valorizacao-do-real","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/09\/24\/equipe-economica-intensifica-critica-a-juro-alto-e-lula-surfa-onda-de-valorizacao-do-real\/","title":{"rendered":"Equipe econ\u00f4mica intensifica cr\u00edtica a juro alto, e Lula surfa onda de valoriza\u00e7\u00e3o do real"},"content":{"rendered":"<p>A equipe econ\u00f4mica tem intensificado as cobran\u00e7as por sinaliza\u00e7\u00f5es sobre o in\u00edcio de um processo de corte dos juros pelo <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/banco-central\">Banco Central<\/a>. Depois do IBC-Br (pr\u00e9via do PIB) de julho bastante negativo e de uma arrecada\u00e7\u00e3o com queda em agosto, algo que n\u00e3o vinha acontecendo nos \u00faltimos anos, a preocupa\u00e7\u00e3o com o ritmo de crescimento da economia brasileira come\u00e7ou a inquietar mais as autoridades.<\/p>\n<p>Alguns dedos passaram a apontar mais diretamente para o BC, liderado por Gabriel Gal\u00edpolo e j\u00e1 com maioria de indicados de Lula.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/poder?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_poder_q2&amp;utm_id=cta_texto_poder_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_poder&amp;utm_term=cta_texto_poder_meio_materias\"><span>Conhe\u00e7a o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transpar\u00eancia e previsibilidade para empresas<\/span><\/a><\/h3>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio bimestral de receitas e despesas na \u00faltima segunda-feira (22) evidenciou o crescente desconforto, principalmente do time liderado por Fernando Haddad, com o n\u00edvel da taxa Selic, ainda que o discurso n\u00e3o seja agressivo.<\/p>\n<h3>Sem se abalar e sem amenizar o tom<\/h3>\n<p>E a ata da \u00faltima reuni\u00e3o do Copom, divulgada nesta ter\u00e7a-feira (23), n\u00e3o deu margem para o governo se animar com a materializa\u00e7\u00e3o de um cen\u00e1rio de corte de juros ainda neste ano.<\/p>\n<p>O documento voltou a falar em juros altos por tempo bastante prolongado e na preocupa\u00e7\u00e3o com a desancoragem das expectativas, ainda que reconhe\u00e7a sinais de melhora e uma modera\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de atividade.<\/p>\n<p>\u00c9 na leitura sobre o ritmo da economia e a tentativa de segurar o mercado para n\u00e3o derrubar a curva de juros precipitadamente que parece haver um crescente distanciamento na avalia\u00e7\u00e3o sobre o momento de se cortar juros, que para o governo j\u00e1 deveria estar sendo preparado, enquanto o BC segue jogando duro.<\/p>\n<p>O time de Gal\u00edpolo n\u00e3o d\u00e1 sinais de se abalar com as cobran\u00e7as e segue seu rumo. E n\u00e3o deixou de cobrar a quest\u00e3o fiscal, algo que h\u00e1 anos tem sido a pr\u00e1tica do BC, que n\u00e3o v\u00ea ajuda suficiente da gest\u00e3o das contas p\u00fablicas no esfor\u00e7o de debelar a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Raz\u00f5es de ambas as partes<\/h3>\n<p>Nessa rela\u00e7\u00e3o com cada vez mais arestas, h\u00e1 raz\u00f5es dos dois lados. O governo deu uma ajuda fiscal n\u00e3o desprez\u00edvel em uma janela iniciada entre o \u00faltimo trimestre do ano passado e o primeiro semestre desse ano, praticamente sem reconhecimento.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que, a partir de julho, come\u00e7ou a acelerar o ritmo da m\u00e1quina, com o pagamento de precat\u00f3rios, emendas parlamentares e a busca ativa por receitas extraordin\u00e1rias e n\u00e3o recorrentes para n\u00e3o ter que manter o contingenciamento de R$ 20 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>E, com a elei\u00e7\u00e3o no horizonte, esperar alguma modera\u00e7\u00e3o no gasto n\u00e3o parece ser uma boa aposta, mesmo em um ambiente mais adverso para a arrecada\u00e7\u00e3o. E isso tem implica\u00e7\u00f5es para um BC que precisa mostrar capacidade de colocar a infla\u00e7\u00e3o na meta no m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<p>Do lado da autoridade monet\u00e1ria, \u00e9 ineg\u00e1vel o sucesso da gest\u00e3o Gal\u00edpolo na estabiliza\u00e7\u00e3o da moeda e no processo de revers\u00e3o da trajet\u00f3ria de alta da infla\u00e7\u00e3o. Se a meta de 3% ainda parece distante, seu alcance j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma ideia irrealista com os ganhos constantes do real ante o d\u00f3lar, obra de uma conjuntura externa melhor para as opera\u00e7\u00f5es de \u201ccarry trade\u201d, que se apoiam em uma Selic de 15%.<\/p>\n<h3>D\u00f3lar derruba pre\u00e7o de alimentos, calcanhar de aquiles do governo<\/h3>\n<p>A queda intensa do d\u00f3lar, por exemplo, teve um efeito enorme nos alimentos, como mostram as medidas de n\u00facleo desse grupo do IPCA. Esses produtos foram os que mais castigaram a popularidade de Lula no fim do ano passado e in\u00edcio deste ano. Nesta ter\u00e7a, com a ata mantendo o tom firme e o movimento favor\u00e1vel de Donald Trump para o presidente Lula na ONU, a moeda americana caiu abaixo de R$ 5,30, o que ajuda muito na estrat\u00e9gia da autoridade monet\u00e1ria brasileira.<\/p>\n<p>Mesmo com a economia esfriando talvez mais intensamente do que se previa para o atual per\u00edodo, a continuidade da queda do d\u00f3lar e consequentemente da infla\u00e7\u00e3o \u00e9 uma not\u00edcia pol\u00edtica da mais alta relev\u00e2ncia, que est\u00e1 favorecendo a recupera\u00e7\u00e3o dos \u00edndices do atual governo.<\/p>\n<p>Isso ajuda a explicar porque Lula por enquanto segue bem contido no tema dos juros, enquanto cresce entre seus auxiliares o fogo amigo contra os \u201ccompanheiros\u201d do BC.<\/p>\n<h3>Benevol\u00eancia at\u00e9 quando?<\/h3>\n<p>Esse status, por\u00e9m, pode mudar, especialmente se os sinais de um PIB negativo no terceiro trimestre, como alguns integrantes do governo j\u00e1 come\u00e7am a enxergar, se consolidarem e os riscos para \u00edndices de desemprego e contas p\u00fablicas ficarem mais relevantes.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-ultimas-noticias?utm_source=jota&amp;utm_medium=lp&amp;utm_campaign=23-09-2024-jota-lp-eleicoes-2024-eleicoes-2024-none-audiencias-none&amp;utm_content=eleicoes-2024&amp;utm_term=none\"><span>Assine gratuitamente a newsletter \u00daltimas Not\u00edcias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> e receba as principais not\u00edcias jur\u00eddicas e pol\u00edticas do dia no seu email<\/span><\/a><\/h3>\n<p>Nesse sentido, \u00e9 bom ficar de olho na escalada das cr\u00edticas dos aliados do governo. Lula deve surfar na onda do d\u00f3lar em baixa sem criticar os juros altos, enquanto o saldo em compara\u00e7\u00e3o com o resto da economia for positivo para ele. Se um cen\u00e1rio mais dram\u00e1tico de PIB se materializar, com alta do desemprego, a hist\u00f3ria \u00e9 outra. E os riscos de ataques mais duros ao BC aumentam e, pior, os riscos fiscais tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Afinal, em per\u00edodo eleitoral, Lula n\u00e3o vai querer travar despesas e cortar gastos. E, como j\u00e1 come\u00e7ou a ocorrer, a tend\u00eancia \u00e9 que o governo comece movimentos mais intensos de buscar antecipa\u00e7\u00e3o de receitas, como dividendos e royalties e outros recursos decorrentes de explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais. O resultado pode ser a piora do cen\u00e1rio de longo prazo, demandando ajuste mais forte para 2027, tema do qual a pol\u00edtica vai adorar fugir em 2026.<\/p>\n<p>Mas se Gal\u00edpolo e companhia entregarem de fato um \u201csoft landing\u201d que combine real valorizado com desemprego baixo e ainda queda substancial dos juros no in\u00edcio do ano que vem, o atual favoritismo de Lula tende a se ampliar. A ver quem est\u00e1 com a raz\u00e3o.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A equipe econ\u00f4mica tem intensificado as cobran\u00e7as por sinaliza\u00e7\u00f5es sobre o in\u00edcio de um processo de corte dos juros pelo Banco Central. 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