{"id":14661,"date":"2025-09-24T05:02:51","date_gmt":"2025-09-24T08:02:51","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/09\/24\/o-papel-das-escolhas-humanas-no-desenvolvimento-da-ia\/"},"modified":"2025-09-24T05:02:51","modified_gmt":"2025-09-24T08:02:51","slug":"o-papel-das-escolhas-humanas-no-desenvolvimento-da-ia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/09\/24\/o-papel-das-escolhas-humanas-no-desenvolvimento-da-ia\/","title":{"rendered":"O papel das escolhas humanas no desenvolvimento da IA"},"content":{"rendered":"<p>O termo \u201cintelig\u00eancia artificial\u201d foi utilizado pela primeira vez em 1955 por John McCarthy, Marvin Minsky, Nathaniel Rochester e Claude Shannon, na proposta do workshop <em>\u201cDartmouth Summer Research Project on Artificial Intelligence\u201d<\/em> <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn1\">[1]<\/a>. Desde ent\u00e3o, com o avan\u00e7o das tecnologias digitais, diferentes ondas de desenvolvimento moldaram a concep\u00e7\u00e3o de \u201cm\u00e1quinas pensantes\u201d, de acordo com as possibilidades tecnol\u00f3gicas de cada \u00e9poca.<\/p>\n<p>A onda mais recente surgiu com a disponibiliza\u00e7\u00e3o do GPT-3 pela <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/openai\">OpenAI<\/a>, acess\u00edvel por meio de uma interface de conversa\u00e7\u00e3o simples, que pode ser utilizada por qualquer pessoa sem conhecimentos t\u00e9cnicos espec\u00edficos: o lan\u00e7amento do <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/chatgpt\">ChatGPT<\/a> em 2022.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/poder?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_poder_q2&amp;utm_id=cta_texto_poder_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_poder&amp;utm_term=cta_texto_poder_meio_materias\"><span>Conhe\u00e7a o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transpar\u00eancia e previsibilidade para empresas<\/span><\/a><\/h3>\n<p>O potencial econ\u00f4mico e social da IA generativa inaugurou uma nova fase de debates sobre o equil\u00edbrio entre os ganhos econ\u00f4micos e os impactos sociais que essas tecnologias podem produzir. Este artigo busca refletir sobre esse cen\u00e1rio, retomando preceitos filos\u00f3ficos acerca da rela\u00e7\u00e3o entre o ser humano e a tecnologia.<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo alem\u00e3o Martin Heidegger, em <em>A quest\u00e3o da t\u00e9cnica<\/em><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn2\">[2]<\/a>, faz reflex\u00f5es sobre a natureza das tecnologias do s\u00e9culo 20, que eram baseadas na eletricidade e mec\u00e2nica, a fim de que possamos ter uma \u201crela\u00e7\u00e3o livre\u201d com elas.<\/p>\n<p>Ele distingue tecnologia enquanto conjunto de instrumentos ou procedimentos t\u00e9cnicos (o ente tecnol\u00f3gico) daquilo que ele chama de ess\u00eancia da tecnologia \u2014 ou seja, o modo de desvelamento da realidade que a tecnologia instaura.<\/p>\n<p>Assim como a \u201c\u00e1rvore\u201d concreta n\u00e3o \u00e9 o mesmo que a \u201cess\u00eancia de \u00e1rvore\u201d, a tecnologia que usamos n\u00e3o \u00e9 o mesmo que o \u201cmodo de ser\u201d que a torna poss\u00edvel<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn3\">[3]<\/a>. A ess\u00eancia da tecnologia, para Heidegger, \u00e9 um modo espec\u00edfico de revelar o mundo. A ess\u00eancia \u00e9 mais fundamental: \u00e9 um modo de pensar e organizar a realidade, que transforma tudo (inclusive o ser humano) em recursos dispon\u00edveis, algo a ser controlado, medido, estocado.<\/p>\n<p>Enquanto nos limitarmos a usar, aceitar, rejeitar ou ignorar a tecnologia como um simples instrumento, n\u00e3o entenderemos sua ess\u00eancia. Nossa rela\u00e7\u00e3o com ela continua inconsciente, passiva, e somos determinados por ela sem saber. Ele critica a ideia de que a tecnologia seja neutra, um \u201cmeio\u201d que depende apenas de como o utilizamos<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn4\">[4]<\/a>. Esse pensamento \u00e9 perigoso, pois encobre sua ess\u00eancia, sua capacidade de moldar o pr\u00f3prio modo como o ser humano v\u00ea o mundo e age nele. Assim, a import\u00e2ncia de conhecer a ess\u00eancia da tecnologia permite que possamos entender e questionar a rela\u00e7\u00e3o com ela.<\/p>\n<p>Heidegger argumenta que a tecnologia da \u00e9poca n\u00e3o era apenas um conjunto de artefatos, mas uma forma de revela\u00e7\u00e3o do real. Ele denomina <em>Enframing<\/em> (<em>Ge-stell<\/em>)<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn5\">[5]<\/a> o modo de desvelamento pr\u00f3prio da t\u00e9cnica, no qual tudo que existe passa a se apresentar como recurso dispon\u00edvel (<em>standing-reserve<\/em>) para uso.<\/p>\n<p>Nesse processo de enquadramento, o mundo e os seres (inclusive os humanos) s\u00e3o interpretados unicamente pelo vi\u00e9s utilit\u00e1rio. O ser humano torna-se ordenador desse estoque de recursos e, no limite, tamb\u00e9m \u00e9 reduzido a um recurso \u2013 \u201cchega ao ponto de ter de ser tomado como reserva dispon\u00edvel\u201d<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>Assim, a ess\u00eancia da tecnologia imp\u00f5e uma vis\u00e3o instrumental absoluta, amea\u00e7ando a rela\u00e7\u00e3o do homem com seu pr\u00f3prio ser. Heidegger alerta que essa forma de revela\u00e7\u00e3o traz um perigo \u00e0 ess\u00eancia humana: ao colocar tudo sob medida e controle, o <em>Enframing<\/em> pode ocultar outras formas de revela\u00e7\u00e3o mais aut\u00eanticas (<em>poiesis<\/em>) e empobrecer a experi\u00eancia da verdade. O perigo maior n\u00e3o s\u00e3o as m\u00e1quinas em si, mas sim essa mentalidade t\u00e9cnica totalizante, que pode negar ao homem a capacidade de experimentar uma verdade mais origin\u00e1ria. Em outras palavras, a \u201cess\u00eancia da tecnologia, enquanto destino do revelar, \u00e9 o perigo\u201d<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p>Contudo, Heidegger tamb\u00e9m indica que onde est\u00e1 o perigo pode residir a salva\u00e7\u00e3o: ao tomar consci\u00eancia do <em>Enframing<\/em>, o homem poderia restaurar uma rela\u00e7\u00e3o mais livre com a tecnologia, recuperando a abertura ao Ser para experi\u00eancias que realmente importam ao ser humano, e n\u00e3o somente como um fator de organiza\u00e7\u00e3o utilitarista.<\/p>\n<p>Essa ambiguidade entre perigo e salva\u00e7\u00e3o ser\u00e1 \u00fatil para pensarmos a IA: a pr\u00f3pria infraestrutura algor\u00edtmica que amea\u00e7a valores humanos poderia, se reorientada, servir a fins mais elevados.<\/p>\n<p>A partir de analisar tecnologias digitais avan\u00e7adas como intelig\u00eancia artificial \u00e0 partir do conceito de <em>Enframing<\/em> de Heidegger, \u00e9 importante entender que modelos contempor\u00e2neos que est\u00e3o revolucionando a rela\u00e7\u00e3o entre ser humano e tecnologia s\u00e3o treinados \u00e0 partir de dados que derivam da utiliza\u00e7\u00e3o humana da internet: ou seja, o pr\u00f3prio ser humano passa a ser um <em>standing reserve<\/em>, n\u00e3o mais respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o e procedimento que leva ao <em>bringing forth<\/em>, mas mais um elemento que \u00e9 organizado e desvelado pela tecnologia. Livros, v\u00eddeos, comportamentos e outras formas da express\u00e3o da vida humana, traduzidos em dados a serem organizados por uma tecnologia que n\u00e3o \u00e9 neutra.<\/p>\n<p>Ao utilizarmos esses modelos algor\u00edtmicos, que somente organizam dados e os exp\u00f5em \u00e0 consulta humana, n\u00e3o estamos interagindo com a ess\u00eancia da tecnologia, mas, ao contr\u00e1rio, passamos a ser induzidos a entender uma forma de mundo que \u00e9 baseada em estat\u00edsticas, probabilidades e interesses econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Continuando nesse caminho de depend\u00eancia algor\u00edtmica o mundo como algo a ser gerado, previsto, entregue e consumido de forma a reduzir o pensamento a otimiza\u00e7\u00e3o de fluxos de informa\u00e7\u00e3o, resultando em uma realidade sendo orientada por lucro, e n\u00e3o por valores como verdade, justi\u00e7a ou liberdade. A experi\u00eancia humana \u00e9 comercializada, e moldada segundo o que \u201cfunciona\u201d nos sistemas, aproximando t\u00e9cnica da economia: o <em>Enframing<\/em>, aqui, n\u00e3o \u00e9 apenas uma estrutura ontol\u00f3gica, mas se funde com o interesse econ\u00f4mico para criar uma realidade instrumental total.<\/p>\n<p>Sob esse prisma \u00e9 que a ado\u00e7\u00e3o dessas tecnologias para atividades da vida pol\u00edtica na democracia deve ser encarada. Se o mundo inteiro passa a implementar algoritmos para refletir ou decidir sobre a realidade humana, estamos aos poucos substituindo o ato de pensar pelo ato de consultar.<\/p>\n<p>Isso afeta diferentes \u00e1reas da vida social e humana: a pol\u00edtica nas democracias, quando decis\u00f5es se baseiam em dados, algoritmos e previs\u00e3o de comportamento, e n\u00e3o em delibera\u00e7\u00e3o p\u00fablica; a justi\u00e7a, quando senten\u00e7as s\u00e3o sugeridas por IA com base em casos anteriores, e n\u00e3o na escuta \u00e9tica do singular; a arte e a cultura, quando a cria\u00e7\u00e3o se torna predi\u00e7\u00e3o do gosto, e n\u00e3o ruptura e a educa\u00e7\u00e3o, quando aprender vira consumir conte\u00fado formatado e r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Nesse contexto, as discuss\u00f5es ao redor do mundo sobre limites \u00e9ticos, modelos regulat\u00f3rios e o futuro da sociedade com algoritmos intermediando a vis\u00e3o de mundo s\u00e3o importantes para que a tecnologia n\u00e3o seja somente um fim em si mesmo.<\/p>\n<p>Daron Acemoglu, ganhador do Nobel de Economia em 2024, alerta sobre os potenciais efeitos negativos da intelig\u00eancia artificial n\u00e3o decorrem de uma suposta ess\u00eancia destrutiva da tecnologia, mas das escolhas feitas por pesquisadores, empresas e governos sobre o rumo de seu desenvolvimento. Trata-se de uma tecnologia poderosa e de uso geral, capaz de aprofundar desigualdades existentes e concentrar poder se deixada a mercados desregulados e a um pequeno grupo de atores privados.<\/p>\n<p>Por isso, mais do que em outras inova\u00e7\u00f5es, \u00e9 vital refletir sobre sua dire\u00e7\u00e3o de pesquisa e sobre como a regula\u00e7\u00e3o pode mitigar riscos, garantindo que a tecnologia n\u00e3o se torne um fim em si mesma, mas sirva a objetivos coletivos e democr\u00e1ticos<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p>Por isso, as reflex\u00f5es apresentadas neste texto n\u00e3o t\u00eam como objetivo expor uma vis\u00e3o negativa da tecnologia. Pelo contr\u00e1rio: ao reconhecer o potencial de ganhos econ\u00f4micos capazes de se converter em bem-estar social, \u00e9 essencial n\u00e3o perder de vista que os produtos tecnol\u00f3gicos s\u00e3o moldados por finalidades previamente definidas por aqueles que os desenvolvem.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-ultimas-noticias?utm_source=jota&amp;utm_medium=lp&amp;utm_campaign=23-09-2024-jota-lp-eleicoes-2024-eleicoes-2024-none-audiencias-none&amp;utm_content=eleicoes-2024&amp;utm_term=none\"><span>Assine gratuitamente a newsletter \u00daltimas Not\u00edcias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> e receba as principais not\u00edcias jur\u00eddicas e pol\u00edticas do dia no seu email<\/span><\/a><\/h3>\n<p>Nesse contexto, o filme <em>Mountainhead<\/em> (2025) oferece uma cr\u00edtica pertinente: mostra como o elemento humano, mesmo \u00e0 frente dessa nova era de inova\u00e7\u00f5es, pode comprometer os poss\u00edveis ganhos sociais ao adotar perspectivas mesquinhas e individualistas. Essa postura tende a centralizar a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no lucro a qualquer custo, transferindo para a sociedade os efeitos negativos decorrentes desse processo.<\/p>\n<p>Em conclus\u00e3o, a reflex\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o entre t\u00e9cnica e ess\u00eancia humana deve acompanhar a intera\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica com as tecnologias digitais, a fim de evitar que a sociedade seja reduzida a mero objeto a servi\u00e7o de interesses individuais. O objetivo \u00faltimo deve ser sempre a promo\u00e7\u00e3o da dignidade humana e social.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref1\">[1]<\/a> A proposta original est\u00e1 dispon\u00edvel online pela Universidade de Standford. Ver <a href=\"http:\/\/jmc.stanford.edu\/articles\/dartmouth\/dartmouth.pdf\">http:\/\/jmc.stanford.edu\/articles\/dartmouth\/dartmouth.pdf<\/a> . Acesso em 10.09.2025<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref2\">[2]<\/a> HEIDEGGER, Martin. The question concerning technology and other essays.\u00a0New York: Harper &amp; Row, 1997.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref3\">[3]<\/a> Ibidem, p.4<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref4\">[4]<\/a> Ibidem<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref5\">[5]<\/a> Ibidem, p. 19<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref6\">[6]<\/a> Ibidem, p. 20-23<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref7\">[7]<\/a> \u201cThe essence of technology, as destining of revealing is the danger\u201d. HEIDDEGER, op.cit, p. 28<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref8\">[8]<\/a> ACEMOGLU, Daron.\u00a0<strong>Harms of AI<\/strong>. National Bureau of Economic Research, 2021. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.nber.org\/system\/files\/working_papers\/w29247\/w29247.pdf\">https:\/\/www.nber.org\/system\/files\/working_papers\/w29247\/w29247.pdf<\/a> . Acesso em 10.09.2025<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O termo \u201cintelig\u00eancia artificial\u201d foi utilizado pela primeira vez em 1955 por John McCarthy, Marvin Minsky, Nathaniel Rochester e Claude Shannon, na proposta do workshop \u201cDartmouth Summer Research Project on Artificial Intelligence\u201d [1]. 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