{"id":13418,"date":"2025-08-13T07:44:53","date_gmt":"2025-08-13T10:44:53","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/08\/13\/stf-reconhece-repercussao-geral-sobre-pagamento-de-icms-por-marketplaces\/"},"modified":"2025-08-13T07:44:53","modified_gmt":"2025-08-13T10:44:53","slug":"stf-reconhece-repercussao-geral-sobre-pagamento-de-icms-por-marketplaces","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/08\/13\/stf-reconhece-repercussao-geral-sobre-pagamento-de-icms-por-marketplaces\/","title":{"rendered":"STF reconhece repercuss\u00e3o geral sobre pagamento de ICMS por marketplaces"},"content":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/STF\"><span class=\"il\">STF<\/span><\/a>) julgar\u00e1, com repercuss\u00e3o geral, se plataformas de marketplace e empresas que intermedeiam pagamentos podem ser responsabilizadas pelo pagamento do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/icms-entenda-os-aspectos-fundamentais\">ICMS<\/a>) nas vendas feitas por terceiros pela internet. A discuss\u00e3o envolve casos em que o vendedor n\u00e3o emite nota fiscal ou descumpre outras obriga\u00e7\u00f5es legais. Os ministros acompanharam integralmente o voto do relator, ministro <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/luiz-fux\">Luiz Fux<\/a>.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/tributos?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_tributos_q2&amp;utm_id=cta_texto_tributos_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_tributos&amp;utm_term=cta_texto_tributos_meio_materias\">Esta reportagem foi antecipada a assinantes <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Tributos em 8\/8. Conhe\u00e7a a plataforma do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> de monitoramento tribut\u00e1rio para empresas e escrit\u00f3rios, que traz decis\u00f5es e movimenta\u00e7\u00f5es do Carf, STJ e STF<\/a><\/h3>\n<p>Ao analisar o recurso, Fux destacou que o tema em discuss\u00e3o se reveste de evidente relev\u00e2ncia econ\u00f4mica e social, diante do \u201cpapel fundamental que o com\u00e9rcio eletr\u00f4nico e os m\u00e9todos de intermedia\u00e7\u00e3o de pagamentos v\u00eam desempenhando na atual fei\u00e7\u00e3o do mercado produtivo\u201d. O ministro ainda ressaltou a relev\u00e2ncia jur\u00eddica da mat\u00e9ria analisada, tendo em vista que o STF j\u00e1 se debru\u00e7ou anteriormente em examinar o assunto em casos an\u00e1logos, voltados ao exame da constitucionalidade da cria\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses de responsabilidade tribut\u00e1ria por leis ordin\u00e1rias.<\/p>\n<p>Por isso, afirmou que diante da crescente import\u00e2ncia do com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, e dadas as peculiaridades dos agentes envolvidos no caso, \u00e9 de \u201csuma import\u00e2ncia que o Supremo Tribunal Federal fixe balizas claras \u00e0 atua\u00e7\u00e3o legislativa dos entes federativos em sede de responsabilidade tribut\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA\u00a0vexata quaestio transcende os limites subjetivos da causa, porquanto o tema em apre\u00e7o sobressai do ponto de vista constitucional, especialmente em raz\u00e3o da necessidade de se conferir estabilidade aos pronunciamentos desta Corte e, mediante a sistem\u00e1tica de precedentes qualificados, garantir aplica\u00e7\u00e3o uniforme da Constitui\u00e7\u00e3o Federal em todo o territ\u00f3rio nacional, com previsibilidade para os jurisdicionados e o Poder P\u00fablico, buscando, com isso, promover as estabilidade, integridade e coer\u00eancia da jurisprud\u00eancia, nos moldes dos\u00a0 artigos 926 e 927, inciso I, do C\u00f3digo de Processo Civil\u201d, pontuou o relator.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-jota-principal-lancamento\">Informa\u00e7\u00f5es direto ao ponto sobre o que realmente importa: assine gratuitamente a <span class=\"jota\">JOTA<\/span> Principal, a nova newsletter do <span class=\"jota\">JOTA<\/span><\/a><\/h3>\n<p>O recurso\u00a0 foi ajuizado por Francisco (Chico) Bulh\u00f5es, ent\u00e3o deputado estadual do Rio de Janeiro e ex-secret\u00e1rio de Desenvolvimento Urbano e Econ\u00f4mico da capital fluminense, contra um ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio de Janeiro (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/TJRJ\">TJRJ<\/a>), no \u00e2mbito de a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade, em que ele questionava a Lei Estadual 8.795\/2020, que disciplina a \u201csujei\u00e7\u00e3o passiva nas hip\u00f3teses de opera\u00e7\u00f5es com bens e mercadorias digitais e n\u00e3o digitais e de presta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o realizadas por pessoa jur\u00eddica detentora de site ou de plataforma eletr\u00f4nica\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Bulh\u00f5es, a legisla\u00e7\u00e3o fluminense estaria em confronto com dispositivos da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e com a atribui\u00e7\u00e3o de responsabilidade tribut\u00e1ria al\u00e9m dos par\u00e2metros delineados pelo C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/CTN\">CTN<\/a>) e pela Lei Complementar 87\/1996, especificamente ao detentor de site ou de plataforma eletr\u00f4nica (marketplaces); ao intermediador financeiro, ao adquirente de bem ou mercadoria digital e \u00e0 administradora de cart\u00e3o de cr\u00e9dito ou institui\u00e7\u00e3o financeira respons\u00e1vel pelo c\u00e2mbio nas opera\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaDKpye0LKZ7DgvIBP1z\">Inscreva-se no canal de not\u00edcias tribut\u00e1rias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> no WhatsApp e fique por dentro das principais discuss\u00f5es!<\/a><\/h3>\n<p>No ac\u00f3rd\u00e3o, o \u00d3rg\u00e3o Especial do TJRJ acolheu parcialmente os argumentos propostos pelo ent\u00e3o deputado, declarando a inconstitucionalidade das altera\u00e7\u00f5es introduzidas pela <span>Lei 8.795\/2020. Al\u00e9m disso, o Tribunal tamb\u00e9m entendeu pela aus\u00eancia de irregularidade no tocante \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o do intermedi\u00e1rio pelo pagamento e da obrigatoriedade de inscri\u00e7\u00e3o por microempreendedor individual.<\/span><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a decis\u00e3o, o deputado ent\u00e3o op\u00f4s embargos de declara\u00e7\u00e3o, alegando omiss\u00f5es quanto \u00e0 atribui\u00e7\u00e3o de responsabilidade tribut\u00e1ria \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras e \u00e0s plataformas de venda, eis que a lei fluminense questionada violaria o artigo 5\u00ba da Lei Kandir e os art. 155, inciso II, \u00a72\u00ba, XII da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e aos arts. 192 e 199, \u00a711\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Estadual.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o foi feita no <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=7275902\">RE 1554371<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) julgar\u00e1, com repercuss\u00e3o geral, se plataformas de marketplace e empresas que intermedeiam pagamentos podem ser responsabilizadas pelo pagamento do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias (ICMS) nas vendas feitas por terceiros pela internet. 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