{"id":12532,"date":"2025-07-08T07:14:45","date_gmt":"2025-07-08T10:14:45","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/07\/08\/por-que-o-tse-deve-exigir-microdados-das-pesquisas-eleitorais\/"},"modified":"2025-07-08T07:14:45","modified_gmt":"2025-07-08T10:14:45","slug":"por-que-o-tse-deve-exigir-microdados-das-pesquisas-eleitorais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/07\/08\/por-que-o-tse-deve-exigir-microdados-das-pesquisas-eleitorais\/","title":{"rendered":"Por que o TSE deve exigir microdados das pesquisas eleitorais?"},"content":{"rendered":"<p><span>No \u00faltimo dia 24 de junho, um levantamento divulgado pela Paran\u00e1 Pesquisas apontou empate t\u00e9cnico entre Lula, Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, conforme ilustra a Figura 1.<\/span><\/p>\n<h6>Figura 1: Inten\u00e7\u00e3o de voto nos cen\u00e1rios 1 e 2 (Paran\u00e1 Pesquisas)<\/h6>\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/politica\/parana-pesquisas-lula-empata-com-bolsonaro-e-michelle-no-primeiro-turno\/\"><span>De acordo com a reportagem<\/span><\/a><span>, esses resultados foram obtidos a partir de amostra com 2.020 eleitores, n\u00edvel de confian\u00e7a de 95% e erro m\u00e1ximo de 2,2% para mais ou para menos. No segundo turno, Michelle venceria a elei\u00e7\u00e3o com 44,4% <\/span><span>versus<\/span><span> 40,6% do candidato do Partido dos Trabalhadores. A pergunta que fica \u00e9: devemos confiar nessas estimativas? Este artigo usa simula\u00e7\u00e3o computacional e estat\u00edstica forense para examinar a razoabilidade de tais resultados.<\/span><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-jota-principal-lancamento\">Informa\u00e7\u00f5es direto ao ponto sobre o que realmente importa: assine gratuitamente a <span class=\"jota\">JOTA<\/span> Principal, a nova newsletter do <span class=\"jota\">JOTA<\/span><\/a><\/h3>\n<p><span>O primeiro passo foi criar uma amostra com as mesmas caracter\u00edsticas do levantamento original, ou seja, 2.020 registros. Fizemos isso de modo a garantir a representa\u00e7\u00e3o proporcional das unidades federativas do Brasil na composi\u00e7\u00e3o final da amostra. Isso \u00e9 importante dada a clivagem regional de prefer\u00eancias eleitorais \u2013 notadamente, Nordeste e Sul. <\/span><\/p>\n<p><span>O segundo passo foi garantir que a distribui\u00e7\u00e3o de prefer\u00eancias dos eleitores fosse exatamente igual ao reportado pelo instituto Paran\u00e1 Pesquisas nos seis cen\u00e1rios de primeiro turno. Depois disso, identificamos os quatro principais candidatos com maior inten\u00e7\u00e3o de votos: <\/span><span>Lula, Ciro Gomes, Ratinho Jr. e Ronaldo Caiado. Por fim, sistematizamos todas as informa\u00e7\u00f5es em uma planilha de trabalho, conforme ilustra a Figura 2.<\/span><\/p>\n<h6>Figura 2: Inten\u00e7\u00e3o de voto no primeiro turno por cen\u00e1rio (1 at\u00e9 6)<\/h6>\n\n<p><span>Para facilitar a interpreta\u00e7\u00e3o dos dados, transformamos a planilha em um gr\u00e1fico, que mostra como a inten\u00e7\u00e3o de voto varia em fun\u00e7\u00e3o dos diferentes cen\u00e1rios, conforme ilustra a Figura 3.<\/span><\/p>\n<h6>Figura 3: Inten\u00e7\u00e3o de voto no primeiro turno por cen\u00e1rio (1 at\u00e9 6)\u00a0<\/h6>\n\n<p><span>\u00c0 primeira vista, parece um gr\u00e1fico inocente. Quatro nomes, algumas curvas suaves. Lula oscila com a eleg\u00e2ncia de quem j\u00e1 frequentou muitos Datafolhas. Ciro sobe devagar, como quem tenta encontrar espa\u00e7o entre os indecisos e os desiludidos. Caiado aparecia t\u00edmido, fazendo o que um pol\u00edtico do Uni\u00e3o Brasil sabe fazer: estar presente, mas n\u00e3o incomodar. E Ratinho Jr.? Bem, Ratinho Jr. faz m\u00e1gica.<\/span><\/p>\n<p><span>Vamos aos resultados. \u00c0 exce\u00e7\u00e3o de Ratinho Jr., todos os candidatos oscilaram (positivamente e negativamente) nos diferentes cen\u00e1rios propostos. Considerando todos os cen\u00e1rios projetados pela pesquisa, temos a seguinte varia\u00e7\u00e3o em pontos percentuais:<\/span><\/p>\n<p><span>Lula: + 1,4 (32,8 para 34,2)<\/span><br \/>\n<span>Ciro: + 4,7 (10,3 para 15)<\/span><br \/>\n<span>Ratinho: + 9,3 (4,6 para 13,9; no cen\u00e1rio 6, aparece tecnicamente empatado com o 2\u00ba colocado, Ciro Gomes; guarde essa informa\u00e7\u00e3o)<\/span><br \/>\n<span>Caiado: + 4,2 (2,9 para 7,1)<\/span><\/p>\n<p><span>Ratinho Jr. n\u00e3o s\u00f3 sempre cresce, mas cresce desproporcionalmente, com um ritmo muito mais forte, destoando dos demais. <\/span><span>Isso levanta uma quest\u00e3o estat\u00edstica inc\u00f4moda: qual \u00e9 a probabilidade de, num exerc\u00edcio prospectivo como o que foi realizado pela Paran\u00e1 Pesquisas, um candidato crescer em todos os cen\u00e1rios consecutivos?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Em uma sequ\u00eancia de 5 mudan\u00e7as (entre 6 pontos), assumindo que cada nova medi\u00e7\u00e3o realizada tem 1\/3 de chance de subir, cair ou manter, a probabilidade de crescimento ininterrupto \u00e9 de 1\/243, ou seja, 0,41%. Isso d\u00e1 menos de meio por cento. Em outras palavras: extremamente improv\u00e1vel. A beleza das estat\u00edsticas est\u00e1 nos detalhes. Ratinho Jr. cresceu como um gr\u00e1fico de PIB chin\u00eas dos anos 2000: ordenado, previs\u00edvel e quase hipn\u00f3tico. O problema \u00e9 que a inten\u00e7\u00e3o de voto n\u00e3o costuma ser t\u00e3o obediente.<\/span><\/p>\n<p><span>O padr\u00e3o sugere um crescimento mecanicamente distribu\u00eddo ao longo dos cen\u00e1rios. Algo que n\u00e3o reflete o comportamento habitual de eleitores, que \u00e9 vol\u00e1til, contradit\u00f3rio, emocional. Em uma simula\u00e7\u00e3o realista, h\u00e1 ru\u00eddo, flutua\u00e7\u00f5es e at\u00e9 regress\u00f5es. No Brasil, onde pesquisa eleitoral virou instrumento de disputa, j\u00e1 n\u00e3o basta mais saber quem est\u00e1 na frente; \u00e9 preciso saber quem e como se desenhou o caminho at\u00e9 a lideran\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span>A aus\u00eancia de microdados nas pesquisas amplamente divulgadas pela imprensa impede o escrut\u00ednio p\u00fablico e favorece distor\u00e7\u00f5es que dificilmente resistiriam a uma auditoria t\u00e9cnica. <\/span><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/analise\/sob-novas-regras-tse-ja-tem-mais-de-300-pesquisas-eleitorais-registradas\"><span>O Tribunal Superior Eleitoral exige o registro da pesquisa<\/span><\/a><span>, mas n\u00e3o obriga os institutos a disponibilizarem os dados brutos. Sem eles, \u00e9 como publicar uma conta sem mostrar o recibo. Como disse certa vez o matem\u00e1tico Edwards Deming: \u201cEm Deus confiamos; para todos os outros: tragam os dados\u201d.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<h3>Estat\u00edstica forense<\/h3>\n<p><span>\u201cProfessores, mas isso, por si s\u00f3, prova que os dados foram fraudados?\u201d Ainda bem que voc\u00ea perguntou, cara leitora. N\u00e3o, n\u00e3o prova. Por esse motivo, recorremos a um segundo expediente.<\/span><\/p>\n<p><span>Para cada possibilidade de voto (Lula, Ciro, Caiado, Ratinho Jr., nenhum e n\u00e3o sabe), calculamos a primeira diferen\u00e7a entre os cen\u00e1rios. Por exemplo: considerando Lula, a primeira diferen\u00e7a entre o cen\u00e1rio 1 e o 2 se d\u00e1 pela subtra\u00e7\u00e3o de 33,5 (valor do cen\u00e1rio 2) por 32,8 (valor do cen\u00e1rio 1), o que resulta em 0,7. <\/span><\/p>\n<p><span>Em s\u00e9ries temporais, a primeira diferen\u00e7a serve para mostrar quanto um valor mudou em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior, ajudando a identificar tend\u00eancias reais, ao remover padr\u00f5es repetitivos ou efeitos de crescimento constante. Para uma s\u00e9rie sem tend\u00eancia, o valor esperado da m\u00e9dia \u00e9 zero. Se o valor for positivo, quer dizer que a s\u00e9rie est\u00e1 crescendo, ou seja, os valores est\u00e3o aumentando ao longo do tempo. Se for negativo, a tend\u00eancia \u00e9 de queda. Vejamos o que dizem os dados da Figura 4.\u00a0<\/span><\/p>\n<h6>Figura 4: M\u00e9dia da primeira diferen\u00e7a nas inten\u00e7\u00f5es de voto no primeiro turno\u00a0<\/h6>\n\n<p><span>Assim, entre os candidatos, Ratinho Jr. \u00e9 aquele que exibe a maior tend\u00eancia positiva (1,86%). Mas disso j\u00e1 sab\u00edamos, certo? O que emerge como novidade \u00e9 que o percentual de pessoas respondendo n<\/span><span>enhum, branco ou nulo tamb\u00e9m sobe de forma acelerada. <\/span><\/p>\n<p><span>Ou seja: sem nenhum motivo aparente, quando nos deslocamos do cen\u00e1rio 1 para o cen\u00e1rio 6, os respondentes da pesquisa come\u00e7am, gradativamente, a preferir votar em nenhuma das op\u00e7\u00f5es, ao mesmo tempo que um outro conjunto de entrevistados passa a preferir, cada vez mais, eleger Ratinho Jr. como o pr\u00f3ximo presidente da Rep\u00fablica.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cProfessores, \u00e9 curioso, admito. Mas ainda n\u00e3o me convenceu.\u201d Vejamos ent\u00e3o mais um ind\u00edcio de inconsist\u00eancia nos dados.<\/span><\/p>\n<p>Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o\/CNN Brasil<\/p>\n<p><span>\u00c9 sabido de antem\u00e3o que, em uma distribui\u00e7\u00e3o de n\u00fameros honestos, as casas decimais estar\u00e3o uniformemente distribu\u00eddas entre pares e \u00edmpares. Ou seja, 0, 2, 4, 6 e 8 de um lado, contemplando 50%, e 1, 3, 5, 7 e 9 do outro, contemplando mais 50%. \u00c9 sabido tamb\u00e9m que os seres humanos n\u00e3o conseguem reproduzir padr\u00f5es aleat\u00f3rios. <\/span><\/p>\n<p><span>Se tiver um tempinho, leia o artigo \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/www.cambridge.org\/core\/journals\/political-analysis\/article\/what-the-numbers-say-a-digitbased-test-for-election-fraud\/AD86EEBC2F199E2C8A2FD36BD3799DF9\"><span>What the Numbers Say: A Digit-Based Test for Election Fraud<\/span><\/a><span>\u201d, publicado na revista <\/span><span>Political Analysis<\/span><span>. Por esse motivo, um procedimento usualmente utilizado em estat\u00edstica forense \u00e9 analisar a distribui\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros e comparar com a distribui\u00e7\u00e3o teoricamente esperada.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Assumindo independ\u00eancia e fazendo uma conta de padaria, a chance de observar quatro n\u00fameros pares consecutivos, como o que ocorreu na simula\u00e7\u00e3o de segundo turno entre Lula e Michelle na imagem acima, \u00e9 de 6,25%. Baixa, mas n\u00e3o imposs\u00edvel. Como a soma deve resultar em 100%, temos um problema de depend\u00eancia, que torna os c\u00e1lculos um pouco mais dif\u00edceis. Encontramos 12,5% de chance.<\/span><\/p>\n<p><span>Assim como em uma investiga\u00e7\u00e3o policial, dificilmente um ind\u00edcio \u00e9 capaz de, por si s\u00f3, sustentar uma conclus\u00e3o definitiva \u2013 \u00e9 a converg\u00eancia de m\u00faltiplas evid\u00eancias que confere robustez \u00e0 hip\u00f3tese investigada. Neste artigo, apresentamos diferentes resultados que s\u00e3o improv\u00e1veis do ponto de vista matem\u00e1tico e fracamente defens\u00e1veis do ponto de vista pol\u00edtico.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><em>Priming<\/em> e <em>herding<\/em><\/h3>\n<p><span>E por que, afinal, tudo isso importa? Ora, porque as simula\u00e7\u00f5es de comportamento eleitoral podem dar azo a pr\u00e1ticas pouco republicanas e, no limite, fraudulentas. Donde a necessidade de regulamenta\u00e7\u00e3o adicional pelo TSE.<\/span><\/p>\n<p><span>Teoricamente, h\u00e1 dois conceitos \u00fateis para dar conta do problema. O primeiro \u00e9 <\/span><em><span>priming<\/span><\/em><span>, ou seja, a opera\u00e7\u00e3o, muito comum entre marqueteiros pol\u00edticos, de tentar criar uma onda, fixar uma ideia, imprimir algo no c\u00e9rebro dos que consomem determinada informa\u00e7\u00e3o. E, assim, induzir comportamentos eleitorais. Trata-se de mat\u00e9ria bastante estudada na psicologia, <\/span><a href=\"https:\/\/psycnet.apa.org\/doiLanding?doi=10.1037%2Fxge0000201\"><span>com efeitos pr\u00e1ticos comprovados<\/span><\/a><span>.<\/span><\/p>\n<p><span>A um ano do pleito presidencial brasileiro, o terreno ainda \u00e9 f\u00e9rtil para especular. Como h\u00e1 baixa exig\u00eancia no que diz respeito \u00e0 transpar\u00eancia dos microdados de pesquisas alegadamente realizadas, a margem para manobrar com n\u00fameros \u00e9 quase infinita. E, note tamb\u00e9m, h\u00e1 tempo de reverter o curso e apresentar oportunamente, \u00e0s v\u00e9speras do pleito, dados agregados que sejam compat\u00edveis com as verdadeiras inten\u00e7\u00f5es de voto do eleitorado.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cAh, mas o instituto X foi um dos que mais chegou perto dos resultados finais em 2022\u2026\u201d. Elementar, meu caro Watson. Porque, afinal, se houver farsa em curso, ela n\u00e3o poder\u00e1 ser sustentada at\u00e9 o final \u2013 sob pena de descredibilizar por completo o farsante, que sabe que novas elei\u00e7\u00f5es voltar\u00e3o a acontecer no futuro, transformando este em um jogo de m\u00faltiplas rodadas. Ent\u00e3o, depois do <\/span><em><span>priming<\/span><\/em><span>, vem a fase de <\/span><em><span>herding<\/span><\/em><span> \u2013 isto \u00e9, o alinhamento ao rebanho.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Explicamos. Nas semanas que antecedem o pleito, observa-se <\/span><a href=\"https:\/\/aapor.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Herding-508.pdf\"><span>tend\u00eancia a um gradual ajuste<\/span><\/a><span> de diagn\u00f3sticos. At\u00e9 que, incrivelmente, a dias da elei\u00e7\u00e3o, todas as empresas que fazem pesquisas come\u00e7am a apresentar n\u00fameros parecidos entre si. A\u00ed, \u00e9 claro, a chance de acertar (ou de errar em companhia dos outros) cresce. Contudo, como n\u00e3o h\u00e1 meios de tirar a prova nos meses e anos que antecedem o pleito, ficamos no escuro durante um longo per\u00edodo, potencialmente ref\u00e9ns de ardis.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Por isso, uma pesquisa motivada por <\/span><em><span>priming<\/span><\/em><span> n\u00e3o passar\u00e1 de pe\u00e7a de propaganda disfar\u00e7ada. \u00c9 um jeito de fazer o eleitor cogitar: \u201colha, o Fulano, a Beltrana, por que n\u00e3o?\u201d. Funciona, na pr\u00e1tica, como propaganda eleitoral antecipada. Funciona, ademais, como teste de viabilidade de candidaturas.<\/span><\/p>\n<p><span>O truque em duas etapas que descrevemos acima, em abstrato, tomando o cuidado de n\u00e3o o associar a uma empresa ou instituto de pesquisas espec\u00edfico, \u00e9 veross\u00edmil e, no fundo, bastante manjado. Quem \u00e9 do ramo sabe que existe. Custa-nos crer que os grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenham sido alertados para a poss\u00edvel conduta de falsifica\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es de alto interesse p\u00fablico.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Todos os dados e scripts computacionais empregados neste artigo est\u00e3o publicamente <\/span><a href=\"https:\/\/osf.io\/t8qmu\/\"><span>dispon\u00edveis em uma plataforma aberta<\/span><\/a><span>. Assim, qualquer pessoa poder\u00e1 contestar e\/ou reutilizar nossos materiais. E, talvez, at\u00e9 explicar como um pol\u00edtico do Paran\u00e1 desafiou a estat\u00edstica, cresceu em todas as simula\u00e7\u00f5es realizadas e virou o novo fen\u00f4meno eleitoral do Brasil. <\/span><\/p>\n<p><span>Por\u00e9m, enquanto os dados continuarem sendo publicados em formato de resumo de PowerPoint, com curvas excessivamente comportadas e crescimentos matematicamente raros, n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel saber se estamos diante de um candidato real ou de um personagem de planilha de Excel.<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo dia 24 de junho, um levantamento divulgado pela Paran\u00e1 Pesquisas apontou empate t\u00e9cnico entre Lula, Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, conforme ilustra a Figura 1. Figura 1: Inten\u00e7\u00e3o de voto nos cen\u00e1rios 1 e 2 (Paran\u00e1 Pesquisas) De acordo com a reportagem, esses resultados foram obtidos a partir de amostra com 2.020 eleitores, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12532"}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12532"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12532\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12532"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12532"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12532"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}