{"id":11978,"date":"2025-06-15T06:09:36","date_gmt":"2025-06-15T09:09:36","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/06\/15\/ia-fato-e-tipicidade-penal\/"},"modified":"2025-06-15T06:09:36","modified_gmt":"2025-06-15T09:09:36","slug":"ia-fato-e-tipicidade-penal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/06\/15\/ia-fato-e-tipicidade-penal\/","title":{"rendered":"IA, fato e tipicidade penal"},"content":{"rendered":"<h3>Intelig\u00eancia artificial<\/h3>\n<p>N\u00e3o adianta ficar nem entre os entusiasmados, nem entre os pessimistas<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn1\">[1]<\/a>. Basta encarar a realidade de que a <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/inteligencia-artificial\">intelig\u00eancia artificial<\/a> se encontra em uso e que parcela do Judici\u00e1rio brasileiro j\u00e1 a enxerga como instrumento apto a auxiliar nas tarefas dos magistrados.<\/p>\n<p>A IA influi sobre nossa capacidade de pensar de forma racional e de agir. Assim, cabe a pergunta: em espec\u00edfico, o que a IA pode contribuir para o profissional do direito da \u00e1rea penal?<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-jota-principal-lancamento\">Informa\u00e7\u00f5es direto ao ponto sobre o que realmente importa: assine gratuitamente a <span class=\"jota\">JOTA<\/span> Principal, a nova newsletter do <span class=\"jota\">JOTA<\/span><\/a><\/h3>\n<p>Antes de responder, questiono-me as raz\u00f5es pelas quais nossos conhecimentos dogm\u00e1ticos tornaram-se distantes das aplica\u00e7\u00f5es concretas da lei penal. Afinal, cumpre indagar o que teria levado, <em>e.g.<\/em>, o <em>finalismo<\/em> mostrar-se t\u00e3o afastado da pr\u00e1xis judicial, n\u00e3o obstante a simplicidade que aquela corrente trata a <em>culpabilidade.<\/em><\/p>\n<p>Vamos \u00e0s evid\u00eancias emp\u00edricas: os processos judiciais se mostram mais acurados em quest\u00f5es formais (de <em>processo penal<\/em>) do que em debates sobre <em>direito penal<\/em>. E vejamos nos grandes casos o quanto as solu\u00e7\u00f5es passam por problemas de <em>indevido processo penal<\/em>, ao inv\u00e9s de se enfrentarem o <em>fato<\/em>, a <em>tipicidade<\/em> (da parte geral, inclusive), a <em>ilicitude<\/em> e a <em>culpabilidade<\/em>.<\/p>\n<p>Aqui arrisco a previs\u00e3o: as longas discuss\u00f5es sobre <em>nulidades processuais<\/em> v\u00e3o se reduzir com a IA, porque todos os profissionais envolvidos na persecu\u00e7\u00e3o penal ter\u00e3o <em>checklists<\/em> de procedimentos e regras. Pensemos na <em>busca<\/em> e na <em>apreens\u00e3o<\/em>: a IA verificar\u00e1 se presentes todos os elementos de <em>motiva\u00e7\u00e3o judicial<\/em> (caso, ela mesma n\u00e3o fa\u00e7a a pr\u00f3pria decis\u00e3o judicial), bem assim todas as caracter\u00edsticas essenciais ao <em>mandado judicial <\/em>e ao <em>termo de apreens\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p>Logo, precisaremos voltar ao direito material. E, desse modo, se faz fundamental p\u00f4r de lado alguns artificialismos intelectuais e ter olhos mais abertos a problemas concretos. Se me permitem, vale usar a ideia de Louis Althusser no sentido de a<em> teoria emergir a pr\u00e1tica em pot\u00eancia<\/em> \u2013 perspectiva do fil\u00f3sofo marxista quanto \u00e0 poss\u00edvel transforma\u00e7\u00e3o da realidade<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<h3>Fato<\/h3>\n<p>Se verdadeiro o vatic\u00ednio acima, a IA vai nos levar a observar e conhecer o fato com mais cuidado. Vamos enxergar o acontecimento do mundo fenom\u00eanico em detalhe e a IA nos ajudar\u00e1 com padr\u00f5es (<em>patterns<\/em>) de perquiri\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica sob exame.<\/p>\n<p>Poder\u00e1, assim, reproduzir padr\u00e3o de perquiri\u00e7\u00e3o no processo penal, como o question\u00e1rio cl\u00e1ssico de Jo\u00e3o Mendes Jr.:\u00a0 <em>o que, quem, como, quando, onde, <\/em>e <em>por qu\u00ea<\/em>?<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn3\">[3]<\/a> E esses padr\u00f5es poder\u00e3o ser colocados sob a perspectiva de pol\u00edcia judici\u00e1ria, acusa\u00e7\u00e3o publica, defesa e magistratura. (Cada qual ter\u00e1 a sua IA?)<\/p>\n<p>\u00c9 ineg\u00e1vel que a IA ajuda as pessoas atuantes na persecu\u00e7\u00e3o penal a trabalharem melhor na pesquisa sobre o fato, examinando cada uma dessas perguntas para compreender a <em>materialidade delitiva<\/em>, bem como a <em>autoria<\/em> e a <em>participa\u00e7\u00e3o criminal<\/em>.<\/p>\n<p>O que mais eleva as qualidades da IA \u00e9 contribuir para a compreens\u00e3o da <em>a\u00e7\u00e3o humana<\/em> no plano causal. Pensem nos modelos de an\u00e1lise do<em> nexo de causalidade<\/em> (f\u00edsico, filos\u00f3fico, jur\u00eddico, dentre outros), todos combinados \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o. Sonhemos com a reconstru\u00e7\u00e3o do fato para melhor entender, por exemplo, como ocorreram os acidentes a\u00e9reos, as colis\u00f5es automobil\u00edsticas e as trag\u00e9dias ambientais.<\/p>\n<p>De qualquer modo, ser\u00e1 relevante a intersec\u00e7\u00e3o entre a observa\u00e7\u00e3o humana e a IA como instrumento de cria\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es e de modelos causais explicativos.<\/p>\n<p>Por que n\u00e3o prescindir do humano?<\/p>\n<p>H\u00e1 imperfei\u00e7\u00f5es na interpreta\u00e7\u00e3o da IA e riscos. O que me preocupa,<em> a priori<\/em>, \u00e9 a caracter\u00edstica de autocompletar as quest\u00f5es e os textos<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn4\">[4]<\/a>. Tal fun\u00e7\u00e3o pode levar a enganos de descri\u00e7\u00e3o e de exame do fato. Todos os dias padecemos com os escritos autom\u00e1ticos e corretores na digita\u00e7\u00e3o do WhatsApp.<\/p>\n<p>Esse automatismo tende \u00e0 inclus\u00e3o indevida de elementos inexistentes n\u00e3o constados na realidade. Pulam-se dados objetivos e v\u00ednculos causais reais para a conclus\u00e3o a contar da l\u00f3gica simples do algoritmo, distante do quadro f\u00e1tico. Gostem, ou n\u00e3o, os p\u00f3s-modernos, o <em>processo penal<\/em> depende da busca da verdade concreta \u2013 ainda que <em>verdade aproximativa<\/em> na linha de pensamento de Gaston Bachelard<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, preocupa a descri\u00e7\u00e3o da observa\u00e7\u00e3o n\u00e3o refletir o melhor vocabul\u00e1rio na explica\u00e7\u00e3o do que veio a ser constatado. Fa\u00e7o men\u00e7\u00e3o aos problemas de sem\u00e2ntica, em particular, diante da riqueza de vocabul\u00e1rio da l\u00edngua portuguesa. N\u00e3o se h\u00e1 de esquecer do alerta de Ludwig Wittgenstein: \u201c<em>Os limites de minha linguagem significam os limites do meu mundo<\/em>\u201d<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>No entanto, nada disso nos impede de aproveitar a IA para a essencial etapa de observa\u00e7\u00e3o mediante perguntas precisas nas per\u00edcias (exame do corpo do delito, vistorias de local e avalia\u00e7\u00e3o de danos, <em>v.g.<\/em>) e na coleta da prova oral (testemunhas, <em>experts<\/em>, investigado ou acusado,<em> v.g.<\/em>).<\/p>\n<p>Em suma, minha proposi\u00e7\u00e3o \u00e9 o uso da IA para a busca da verdade, por meio do questionamento cr\u00edtico e do di\u00e1logo \u2013 m\u00e9todo socr\u00e1tico, mesmo \u2013 entre o usu\u00e1rio e o sistema de intelig\u00eancia artificial. Encontra-se a nosso dispor a comunica\u00e7\u00e3o com a IA para conhecer elementos e circunst\u00e2ncias do fato.<\/p>\n<p>Podemos conjecturar at\u00e9 mesmo que a I.A. venha reproduzir o fato, ofertando a explica\u00e7\u00e3o de cada etapa do processo causal, para, ao fim, indicar a causa principal do resultado (<em>conditio sine qua non<\/em> \u2013 art. 13, do CP).<\/p>\n<p>Mas isso se apresenta suficiente, no plano jur\u00eddico?<\/p>\n<h3>Tipicidade<\/h3>\n<p>Por certo, vamos trabalhar com quest\u00f5es e modelos-padr\u00e3o para o ju\u00edzo da <em>tipicidade objetiva<\/em> e da <em>tipicidade formal<\/em>. Quer dizer, nada impede se criarem padr\u00f5es de intelig\u00eancia artificial que nos fa\u00e7am reconhecer o fato no \u00e2mbito causal-objetivo, bem assim afirmar a <em>tipicidade formal<\/em>.<\/p>\n<p>Mas faltar\u00e3o dois pontos essenciais para a configura\u00e7\u00e3o da infra\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n<p><em>Primeiro<\/em>, a IA n\u00e3o pode substituir o humano no <em>ju\u00edzo da valora\u00e7\u00e3o<\/em> (ou <em>desvalora\u00e7\u00e3o<\/em>) da conduta t\u00edpica. A intelig\u00eancia artificial n\u00e3o faz atividade axiol\u00f3gica. A combina\u00e7\u00e3o de valores (constitucional, do tipo penal, hist\u00f3rico, social e na perspectiva do agente) emerge aquilat\u00e1vel por int\u00e9rprete humano. Lembremos, neste passo, da cr\u00edtica correta ao falacioso argumento do <em>homem m\u00e9dio<\/em> no direito penal.<\/p>\n<p>A IA n\u00e3o nos substitui nesse processo din\u00e2mico do ju\u00edzo da <em>tipicidade material<\/em>. Embora possa afirmar que a conduta t\u00edpica \u00e9 dotada de sentido e qual o sentido da conduta descrita no tipo normativo, a IA n\u00e3o consegue sopesar valores quanto ao comportamento humano concreto.<\/p>\n<p><em>Segundo<\/em>, a IA n\u00e3o vai realizar a <em>tipicidade <\/em>no \u00e2mbito<em> subjetivo<\/em>. Nem mesmo a cria\u00e7\u00e3o de um padr\u00e3o de filtro para a IA alicer\u00e7ada na <em>culpabilidade normativa<\/em> me parece suficiente para reconhecer em concreto o <em>dolo<\/em> e a <em>culpa<\/em> (ainda que indicados no tipo).<\/p>\n<p>A IA possui aptid\u00e3o de nos ajudar na coleta e organiza\u00e7\u00e3o de ind\u00edcios que provam o <em>tipo subjetivo<\/em>, o que \u00e9 necess\u00e1rio para compreens\u00e3o do comportamento t\u00edpico. Mas, a IA se exibe inapta a compreender aquele indiv\u00edduo (\u00fanico) naquele quadro f\u00e1tico espec\u00edfico e entender o <em>agir humano<\/em> no todo (objetivo\/subjetivo). Em palavras simples, usando da express\u00e3o de Friedrich Nietzche, o \u201c<em>humano demasiado humano<\/em>\u201d<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn7\">[7]<\/a> n\u00e3o pode ser valorado pela IA.<\/p>\n<h3>Conclus\u00e3o<\/h3>\n<p>Ora, a contar de tais perspectivas, posso concluir: a IA mostra-se poderoso instrumento de conhecimento, com utilidade significativa para o direito e o processo penal. Tem o papel fundamental de auxiliar na elucida\u00e7\u00e3o do fato. Por\u00e9m, n\u00e3o pode suprir o humano na compreens\u00e3o do humano no agir e no existir.<\/p>\n<p>Cabe alertar de que j\u00e1 vivemos momentos da supremacia dos conhecimentos cient\u00edficos (e biol\u00f3gicos) em ci\u00eancias humanas no s\u00e9culo 19. No direito penal, tal per\u00edodo levou nos \u00e0 <em>Escola Positiva<\/em>, com mais resultados mal\u00e9ficos a nosso campo de conhecimento do que benef\u00edcios.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos errar outra vez. Conhecemos a burocultura do Judici\u00e1rio. A intelig\u00eancia artificial pode se apresentar a panaceia para resolver o n\u00famero excessivo de processos judiciais na justi\u00e7a penal. N\u00f3s teremos juntos de defender que o instrumental da IA se exibe importante, mas que deixem intocado o papel do ser humano de compreens\u00e3o do humano e da humanidade.<\/p>\n<p>H\u00e1 um grau de <em>raz\u00e3o e sensibilidade<\/em> (na feliz express\u00e3o de Jane Austen<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn8\">[8]<\/a>) no processo de interpreta\u00e7\u00e3o quanto ao comportamento, ou \u00e0 obra humana (liter\u00e1ria, art\u00edstica, musical, dentre outras) que s\u00f3 n\u00f3s podemos assimilar.<\/p>\n<p>Essa dualidade do racional e da emo\u00e7\u00e3o que, em conjunto nos tocam e nos fazem entender o outro, se percebe por exemplo singelo. Vejam a beleza matem\u00e1tica e temporal da partitura transformar-se em sensa\u00e7\u00e3o. Ou\u00e7amos, para testar a hip\u00f3tese, a m\u00fasica de Johann Sebastian Bach <em>Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043: II. Largo, ma non tanto<\/em>. Cada qual \u2013 cada indiv\u00edduo (n\u00e3o divis\u00edvel, portanto) \u2013 h\u00e1 de introspectar o que quero dizer.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref1\">[1] <\/a>Este texto resume minha apresenta\u00e7\u00e3o no encontro <em>Intelig\u00eancia artificial, direito e processo penal, <\/em>em 31 de maio \u00faltimo, no Instituto de Estudos Culturalistas (I.E.C.), presidido pela Prof. Judith Martins Costa e pelo Prof. Miguel Reale Jr.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref2\">[2]<\/a> Althusser, Louis. <em>Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 filosofia para n\u00e3o fil\u00f3sofos. <\/em>Trad. R. C. Abilio. S\u00e3o Paulo: WMF\/Martins Fontes, 2019, p. 109 e segs..<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref3\">[3]<\/a> A investiga\u00e7\u00e3o do fato deve responder a sete perguntas: <em>quem, que meios, o que, por que, como, \u00a0onde <\/em>e <em>quando<\/em> (Pitombo, S\u00e9rgio Marcos de Moraes. <em>Aulas de Processo Penal. <\/em>S\u00e3o Paulo: impress\u00e3o particular, 2003, p. 8);<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref4\">[4]<\/a> Nesse sentido, ver: Hoque, Faisal. <em>Transcend <\/em>\u2013 unlocking humanity in the age of AI. Nova Iorque\/Nashville, Post Hill Press, 2025, p. 4 e segs..<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref5\">[5]<\/a> Bachelard, Gaston. <em>Ensaio sobre o conhecimento aproximado. <\/em>Trad. E. S. Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 2004, p. 273 e segs..<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref6\">[6]<\/a> Wittgenstein, Ludwig. <em>Tratado l\u00f3gico-filos\u00f3fico \u2013 investiga\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas. <\/em>2\u00aa ed. Lisboa: Fund. C. Gulbenkian, 1995, p. 114, 5.6..<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref7\">[7]<\/a> Men\u00e7\u00e3o ao t\u00edtulo da obra: Nietzsche, Friedrich. <em>Humano demasiado humano. <\/em>Trad. P. C. de Souza. S\u00e3o Paulo: Cia de Bolso, 2005.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref8\">[8]<\/a> T\u00edtulo do cl\u00e1ssico da literatura inglesa: Austen, Jane. <em>Raz\u00e3o e sensibilidade. <\/em>Trad. A. B. de Souza. S\u00e3o Paulo: Penguin-Companhia, 2012.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Intelig\u00eancia artificial N\u00e3o adianta ficar nem entre os entusiasmados, nem entre os pessimistas[1]. Basta encarar a realidade de que a intelig\u00eancia artificial se encontra em uso e que parcela do Judici\u00e1rio brasileiro j\u00e1 a enxerga como instrumento apto a auxiliar nas tarefas dos magistrados. A IA influi sobre nossa capacidade de pensar de forma racional [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11978"}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11978"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11978\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}