{"id":11915,"date":"2025-06-12T16:00:03","date_gmt":"2025-06-12T19:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/06\/12\/61-dos-apostadores-fizeram-ao-menos-alguma-aposta-ilegal-em-2025-aponta-pesquisa\/"},"modified":"2025-06-12T16:00:03","modified_gmt":"2025-06-12T19:00:03","slug":"61-dos-apostadores-fizeram-ao-menos-alguma-aposta-ilegal-em-2025-aponta-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/06\/12\/61-dos-apostadores-fizeram-ao-menos-alguma-aposta-ilegal-em-2025-aponta-pesquisa\/","title":{"rendered":"61% dos apostadores fizeram ao menos alguma aposta ilegal em 2025, aponta pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>Apenas em 2025, 61% dos apostadores de sites de<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/apostas-esportivas\"> apostas online<\/a> \u2013 as chamadas bets \u2013 fizeram ao menos alguma aposta ilegal. O indicador consta em levantamento feito pelo Instituto Locomotiva e apresentado nesta quinta-feira (12\/6) pelo Instituto Brasileiro de Jogo Respons\u00e1vel (IBJR), em S\u00e3o Paulo (SP), sobre o mercado ilegal de apostas no Brasil. Para chegar aos resultados, a pesquisa ouviu 2 mil apostadores entre abril e maio deste ano.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/poder?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_poder_q2&amp;utm_id=cta_texto_poder_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_poder&amp;utm_term=cta_texto_poder_meio_materias\">Conhe\u00e7a o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transpar\u00eancia e previsibilidade para empresas<\/a><\/h3>\n<p>O percentual de 61% foi obtido a partir da combina\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es sobre uso de plataformas consideradas irregulares e pr\u00e1ticas informais (que n\u00e3o exigiram reconhecimento facial, realiza\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos por meio de cart\u00e3o de cr\u00e9dito ou criptoativos), questionadas aos entrevistados. Desse montante, a incid\u00eancia de apostas em plataformas ilegais \u00e9 maior entre apostadores mais jovens e o p\u00fablico considerado baixa-renda.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros chamam aten\u00e7\u00e3o de autoridades do setor. Presente no evento, o presidente da Ag\u00eancia Nacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/Anatel\">Anatel<\/a>), Carlos Manuel Baigorri, afirmou que, desde o final do ano passado, mais de 12 mil sites ilegais de apostas foram bloqueados pela ag\u00eancia reguladora. No entanto, entende que esse \u00e9 \u201cum trabalho de enxugar gelo\u201d, pois avalia que o estado brasileiro n\u00e3o possui condi\u00e7\u00f5es, em termos de compet\u00eancias, de dar <span>efetividade a esse bloqueio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u201c<span>N<\/span><span>\u00f3s temos colocado, junto ao Congresso Nacional, junto ao Minist\u00e9rio dos Esportes, uma pauta de que, hoje, atuando t\u00e3o somente na esfera, no \u00e2mbito das telecomunica\u00e7\u00f5es, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel garantir o bloqueio dos sites ilegais\u201d, disse Baigorri.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>De acordo com o presidente da ag\u00eancia, e<span>xistem outras infraestruturas digitais que s\u00e3o adotadas por esses sites ilegais<\/span><span> para continuarem operando em rede digital. <\/span><span>E essas estruturas, segundo ele, n\u00e3o est\u00e3o dentro do escopo de atua\u00e7\u00e3o da Anatel. \u201cOs sites ilegais conseguem oferecer condi\u00e7\u00f5es rob\u00f3ticas, justamente porque n\u00e3o seguem uma regulamenta\u00e7\u00e3o robusta\u201d, destacou.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, pontuou<span> que se h\u00e1 agentes que n\u00e3o est\u00e3o cumprindo as regras, \u201c<\/span><span>n\u00e3o \u00e9 fazendo mais regras que voc\u00ea vai faz\u00ea-los cumprir\u201d. \u201cNa verdade, quanto mais regras voc\u00ea coloca, se voc\u00ea n\u00e3o foca em fazer com que o agente irregular, ilegal, venha para a legalidade ou tire ele do mercado, voc\u00ea est\u00e1 empurrando os agentes ilegais para a ilegalidade\u201d, afirma Baigorri.<\/span><\/p>\n<p>A busca por levar os ilegais para a legalidade \u00e9 endossada pelo secret\u00e1rio nacional de Apostas Esportivas do Minist\u00e9rio dos Esportes, Giovanni Rocco. Ao lado de Baigorri, ele afirmou que o<span> princ\u00edpio de uma regula\u00e7\u00e3o \u00e9 que \u201cningu\u00e9m faz nada sozinho\u201d e que <\/span><span>n\u00e3o se combate manipula\u00e7\u00e3o de resultados sem a canaliza\u00e7\u00e3o do mercado ilegal para o mercado legalizado. <\/span><span>Por isso, destacou que o papel das entidades, das institui\u00e7\u00f5es e da sociedade civil em construir essas pontes com o governo para ter os resultados esperados \u00e9 muito importante.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-jota-principal-lancamento\">Informa\u00e7\u00f5es direto ao ponto sobre o que realmente importa: assine gratuitamente a <span class=\"jota\">JOTA<\/span> Principal, a nova newsletter do <span class=\"jota\">JOTA<\/span><\/a><\/h3>\n<p>Tamb\u00e9m para o diretor da LCA Consultoria Econ\u00f4mica, Eric Brasil, a regula\u00e7\u00e3o deve garantir direcionamento de apostadores e operadores ao mercado regulado. Segundo ele, o combate ao mercado ilegal de apostas n\u00e3o \u00e9 \u201cuma jaboticaba brasileira\u201d, mas um desafio no mundo todo. No entanto, considera que no Brasil ainda seja ainda mais expressivo e represente entre 41% a 51% total do mercado, com sua participa\u00e7\u00e3o correspondendo entre R$ 26 bilh\u00f5es a R$ 40 bilh\u00f5es em receitas anualizadas.<\/p>\n<p>Considerando carga tribut\u00e1ria estimada de cerca de 27% sobre o tamanho do mercado ilegal (R$ 26 a 40 bilh\u00f5es em termos anuais), Eric Brasil estima que a arrecada\u00e7\u00e3o n\u00e3o recolhida em termos anuais poderia estar entre R$ 7,2 e R$ 10,8 bilh\u00f5es, por exemplo.<\/p>\n<h3>Detalhamento da pesquisa<\/h3>\n<p>A pesquisa mostrou tamb\u00e9m que no perfil mais jovem \u2013 compreendido na faixa et\u00e1ria entre 18 a 29 anos \u2013, 69% afirmaram ter apostado em ao menos uma plataforma irregular em 2025. Entre o p\u00fablico cuja renda familiar chega at\u00e9 2 sal\u00e1rios-m\u00ednimos, o percentual foi de 63%, seguido de 59% (para quem possui renda de 2 a 6 sal\u00e1rios-m\u00ednimos) e tamb\u00e9m 59%, com renda familiar acima de 6 sal\u00e1rios-m\u00ednimos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regi\u00f5es geogr\u00e1ficas do pa\u00eds, 71% dos apostadores \u2013 envolvidos no percentual dos 61% obtidos \u2013 est\u00e3o na regi\u00e3o Centro-Oeste, 66% no Norte do pa\u00eds, 61% no Nordeste, 60% no Sudeste e 54% no Sul do Brasil.<\/p>\n<p>Das 2 mil pessoas ouvidas pelo estudo, 78% destacaram a dificuldade para o usu\u00e1rio comum saber ao certo quais plataformas s\u00e3o regulamentadas no pa\u00eds e quais n\u00e3o s\u00e3o. Desse mesmo n\u00famero, 72% dos entrevistados disseram que nem sempre conseguem checar todos os detalhes das plataformas de apostas que utiliza para saber se elas est\u00e3o regulares ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao tra\u00e7ar o perfil desses apostadores, a pesquisa identificou que 77% s\u00e3o mulheres e 70% homens. Baseando-se na faixa et\u00e1ria, o relat\u00f3rio aponta novamente a incid\u00eancia do mercado de apostas ilegais no perfil mais jovem, com 83% correspondendo \u00e0 faixa entre 18 a 29 anos; 68% no grupo entre 30 a 49 anos e 68% dos apostados entre 50 anos ou mais.<\/p>\n<p>Entre os 2 mil apostadores ouvidos, 87% consideraram que o Poder P\u00fablico deveria combater as plataformas de apostas irregulares. No grupo dos apostadores que fizeram ao menos alguma aposta ilegal (os 61%), o percentual obtido foi de 86%.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apenas em 2025, 61% dos apostadores de sites de apostas online \u2013 as chamadas bets \u2013 fizeram ao menos alguma aposta ilegal. O indicador consta em levantamento feito pelo Instituto Locomotiva e apresentado nesta quinta-feira (12\/6) pelo Instituto Brasileiro de Jogo Respons\u00e1vel (IBJR), em S\u00e3o Paulo (SP), sobre o mercado ilegal de apostas no Brasil. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11915"}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11915"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11915\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}