{"id":11500,"date":"2025-06-03T14:36:04","date_gmt":"2025-06-03T17:36:04","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/06\/03\/redes-sociais-no-banco-dos-reus-entre-aliancas-e-principismos\/"},"modified":"2025-06-03T14:36:04","modified_gmt":"2025-06-03T17:36:04","slug":"redes-sociais-no-banco-dos-reus-entre-aliancas-e-principismos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/06\/03\/redes-sociais-no-banco-dos-reus-entre-aliancas-e-principismos\/","title":{"rendered":"Redes sociais no banco dos r\u00e9us: entre alian\u00e7as e principismos"},"content":{"rendered":"<p>Esta semana, o Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stf\">STF<\/a>) retoma um dos julgamentos mais relevantes para o futuro do Brasil. Trata-se das a\u00e7\u00f5es que questionam a constitucionalidade do artigo 19 da <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2014\/lei\/l12965.htm\">Lei 12.965\/14<\/a>, o <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/marco-civil-internet\">Marco Civil da Internet<\/a>, que estabeleceu princ\u00edpios e \u2013 rasos \u2013 deveres para a atividade de empresas de tecnologia na rede mundial de computadores.<\/p>\n<p>Este dispositivo, especificamente, reproduziu o teor de uma lei aprovada nos Estados Unidos em 1996 que blindou as empresas de internet de responsabiliza\u00e7\u00f5es civis e criminais sobre conte\u00fados ilegais que circulam em redes sociais e outros espa\u00e7os da web.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/poder?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_poder_q2&amp;utm_id=cta_texto_poder_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_poder&amp;utm_term=cta_texto_poder_meio_materias\"><span>Conhe\u00e7a o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transpar\u00eancia e previsibilidade para empresas<\/span><\/a><\/h3>\n<p>O Marco Civil da Internet, sancionado quase 20 anos depois do <a href=\"https:\/\/uscode.house.gov\/view.xhtml?req=(title:47%20section:230%20edition:prelim)\">Communications Decency Act<\/a> (CDA), foi ainda mais draconiano ao garantir que estas plataformas digitais s\u00f3 seriam responsabilizadas se n\u00e3o cumprissem decis\u00f5es judiciais que determinassem a retirada do conte\u00fado ilegal.<\/p>\n<p>O que veio depois disso foi uma escalada de manifesta\u00e7\u00f5es de \u00f3dio, suic\u00eddios, epidemias de sa\u00fade mental entre adolescentes e jovens, apologia ao nazismo e ao terrorismo, entre outros discursos, jogados no ventilador virtual. Garantidoras destes espa\u00e7os digitais, as chamadas <em>big techs<\/em> usam a justificativa da liberdade de express\u00e3o como valor absoluto para tentar driblar estas cobran\u00e7as p\u00fablicas. Existem estudos acad\u00eamicos demonstrando que um <em>laissez-faire<\/em> na internet criou o caldo de cultura prop\u00edcio para a <a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/23808985.2023.2280824#d1e113\">ascens\u00e3o da extrema direita<\/a> em v\u00e1rios cantos do planeta.<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, tal como nos desdobramentos do artigo 19 da lei brasileira, a Se\u00e7\u00e3o 230 do CDA est\u00e1 sendo questionada pela justi\u00e7a estadunidense e foi objeto de uma <a href=\"https:\/\/www.justice.gov\/archives\/ag\/department-justice-s-review-section-230-communications-decency-act-1996\">iniciativa de revis\u00e3o<\/a> provocada pelo Departamento de Justi\u00e7a no primeiro governo Trump. Tamb\u00e9m n\u00e3o parece coincid\u00eancia o fato de que a Uni\u00e3o Europeia aprovou h\u00e1 tr\u00eas anos uma lei para regular os servi\u00e7os digitais \u2013 <a href=\"https:\/\/eur-lex.europa.eu\/legal-content\/PT\/TXT\/HTML\/?uri=CELEX:32022R2065\">conhecida pela sigla DSA<\/a> \u2013 chamando as empresas a responder por modelos de neg\u00f3cios que n\u00e3o apenas silenciam como promovem conte\u00fados nos \u201cjardins murados\u201d que s\u00e3o as redes sociais. Mesmo caminho seguido por Austr\u00e1lia, Canad\u00e1 e tantas outras democracias ocidentais.<\/p>\n<h3>Apoio ins\u00f3lito<\/h3>\n<p>O Brasil vem tentando, sem sucesso, elevar os mesmos diques de conten\u00e7\u00e3o para evitar os estragos proporcionados pela inconstitucionalidade da lei de 2014. Pelo menos desde 2020, algumas proposi\u00e7\u00f5es provocaram <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c2q1l2y2735o\">debates acalorados<\/a> no Congresso e morreram na praia. Engavetamento que contou com atua\u00e7\u00e3o incans\u00e1vel dos partidos de extrema direita e direita e de um empurr\u00e3ozinho interessado das empresas estrangeiras, as quais n\u00e3o hesitaram em usar seu poder econ\u00f4mico monopolista para disseminar <a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/politica\/google-pagou-mais-de-meio-milhao-de-reais-em-anuncios-no-facebook-contra-pl-das-fake-news\/\">campanhas de desinforma\u00e7\u00e3o<\/a> sobre as proposi\u00e7\u00f5es legislativas. Dobradinha que se repete no debate atual.<\/p>\n<p>E se repete com um agravante ir\u00f4nico: o apoio inarred\u00e1vel de algumas mentes progressistas e da linha editorial de parte da grande imprensa. Ao insistir na defesa do artigo 19 como a grande \u00e2ncora da liberdade da internet brasileira, estas entidades \u2013 e <em>think tanks<\/em> de origem e financiamento duvidosos \u2013 pavimentaram a estrada que hoje foi tomada pelos partidos e grupos extremistas com instrumentos garantidos pelos mesmos conglomerados estrangeiros.<\/p>\n<p>O argumento central que permeia discursos aparentemente progressistas se alicer\u00e7a em uma narrativa liberal, constru\u00edda desde os prim\u00f3rdios da web (<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/tecnologiaemdisputa\/a-internet-e-a-armadilha-do-consenso\/\">ver aqui<\/a>), que coloca alguns pol\u00edticos de esquerda, a grande imprensa, entidades da sociedade civil, pesquisadores da academia no mesmo campo ideol\u00f3gico das <em>big techs<\/em>.<\/p>\n<p>A exig\u00eancia de notifica\u00e7\u00e3o judicial antes da retirada de conte\u00fados sequer \u00e9 abalada quando se acusa o elitismo de levar ao Judici\u00e1rio algo que poderia ser resolvido extrajudicialmente. Mesmo sabendo que a maior parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o tem recursos para bancar uma contenda contra empresas transnacionais ou mesmo pessoas f\u00edsicas.<\/p>\n<h3>Efeito reverso<\/h3>\n<p>A diferen\u00e7a de uma d\u00e9cada para c\u00e1 \u00e9 que em 2013 os movimentos reacion\u00e1rios n\u00e3o engrossavam as hostes na defesa desta legisla\u00e7\u00e3o. O que criou menos constrangimento para parte da esquerda brasileira, que naquele momento s\u00f3 precisava apoiar <a href=\"https:\/\/exame.com\/tecnologia\/em-carta-aberta-gigantes-da-internet-apoiam-marco-civil\/\">o pleito dos conglomerados<\/a> contra os inimigos da \u00e9poca \u2013 as operadoras de servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es e seu foco na neutralidade de rede (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/a-tempestade-perfeita-em-meio-a-guerra-fria-azul\">ver aqui<\/a>).<\/p>\n<p>Quem tem boa mem\u00f3ria, por\u00e9m, n\u00e3o consegue esquecer quando empresas de tecnologia e algumas ONGs assinaram manifestos p\u00fablicos conjuntamente e atuaram em harmonia em momentos mais cruciais para a tramita\u00e7\u00e3o do projeto de lei como forma de influenciar a presidenta Dilma Rousseff, ministros, parlamentares e a pr\u00f3pria opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>Outra lembran\u00e7a imposs\u00edvel de apagar \u00e9 ver que a proposi\u00e7\u00e3o ganhou tra\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional justamente meses ap\u00f3s as den\u00fancias de espionagem a autoridades e empresas brasileiras pelas ag\u00eancias de intelig\u00eancia dos EUA, facilitadas pelas <em>big techs<\/em>, trazidas \u00e0 luz pelo analista Edward Snowden em 2013. Ou que figuras pol\u00edticas que tiveram relev\u00e2ncia na aprova\u00e7\u00e3o do MCI com a reda\u00e7\u00e3o ultrapassada hoje atuem em entidades financiadas pelos grupos estrangeiros para defender interesses contr\u00e1rios a qualquer regula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ou seja, ao contr\u00e1rio de gerar uma legisla\u00e7\u00e3o que responsabilizasse de fato os excessos das empresas transnacionais, o esc\u00e2ndalo serviu para bancar uma s\u00e9rie de iniciativas que somente garantiram que o salvo-conduto se perpetuasse. O lobby foi t\u00e3o eficiente que Rousseff sancionou a nova lei durante um evento organizado pelo Comit\u00ea que deveria zelar pela internet brasileira juntamente com a entidade que administra ativos da internet mundial e era, ent\u00e3o, supervisionada pelo Departamento de Com\u00e9rcio dos EUA. Naquele momento, as pessoas de boa-f\u00e9 realmente pareciam acreditar que este tipo de rea\u00e7\u00e3o fosse fundamental para evitar novos casos de abusos por estas plataformas e seu governo. No fundo, a estrat\u00e9gia da administra\u00e7\u00e3o Obama era justamente a oposta.<\/p>\n<h3>Ovo da serpente<\/h3>\n<p>A estrada pavimentada em 2014 serviu de lastro legal para que a extrema-direita assumisse o protagonismo digital que hoje a democracia se ressente mundialmente. Assim como ocorreu com as manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas em diversos pa\u00edses do mundo \u2013 as chamadas primaveras \u2013 as redes sociais ajudaram a promover discursos criminosos com a justificativa de que qualquer interven\u00e7\u00e3o poderia ser considerada censura. O que n\u00e3o diziam \u00e9 que j\u00e1 possu\u00edam mecanismos eficazes para retirar das redes aquilo que afrontasse direitos autorais ou conexos. Inclusive, cobravam para fazer isso porque o pr\u00f3prio MCI garantiu apenas estas exce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No ano passado, este arranjo liberal tamb\u00e9m serviu de escudo para que o STF tivesse dificuldades em retirar do ar plataformas que infringiram as leis brasileiras ao se recusarem a bloquear contas de usu\u00e1rios que incitaram a tentativa de golpe no Brasil. Ou seja, mesmo com notifica\u00e7\u00e3o judicial estas empresas se sentiram \u00e0 vontade para manter criminosos em seus ambientes online. As a\u00e7\u00f5es de <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/donald-trump\">Donald Trump<\/a> nesta mesma linha inconstitucional de liberaliza\u00e7\u00e3o das redes sociais, d\u00e1 mais conforto ainda para a a\u00e7\u00e3o global nesta seara.<\/p>\n<p>\u00c9 uma l\u00e1stima constatar que nem o argumento do impacto negativo dos conte\u00fados nocivos difundidos nestas redes sociais na sa\u00fade mental de crian\u00e7as e adolescentes fa\u00e7a este argumento do artigo 19 ser relativizado. Mesmo o direito brasileiro n\u00e3o rezando pela mesma cartilha da Primeira Emenda da Constitui\u00e7\u00e3o dos EUA, o modelo de governan\u00e7a da internet sustentada pelo pa\u00eds que criou a rede parece prevalecer sobre a prote\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia, o negacionismo clim\u00e1tico e ataques racistas ou homof\u00f3bicos. Mais tr\u00e1gico, ainda, \u00e9 saber que na falta de regula\u00e7\u00e3o p\u00fablica as empresas mant\u00eam tudo isso no ar porque \u00e9 o conte\u00fado que d\u00e1 mais lucro por gerar mais visualiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3>Principismo fr\u00e1gil<\/h3>\n<p>Arraigados ao principismo da liberdade de express\u00e3o pelo vi\u00e9s da Se\u00e7\u00e3o 230, que trata de uma internet que n\u00e3o existe mais, estes mesmos atores hoje combatem governo, STF e quaisquer outros agentes que enxergam onde o <em>laissez-faire<\/em> digital preservado vai nos levar mais uma vez.<\/p>\n<p>O argumento do momento destes tr\u00eas segmentos \u00e9 que as empresas s\u00f3 podem ser responsabilizadas se houver um normativo que atualize a Lei 12.965, regulando as plataformas digitais que atuam no pa\u00eds de uma forma ampla. Para estas vozes, o artigo 19 do MCI \u00e9 constitucional. Convictos destes argumentos, os movimentos sociais e o governo preparam textos que possam ser apresentados ao Parlamento e reduzir os danos destes \u201cdesvios\u201d de comportamentos.<\/p>\n<p>Infelizmente, lamento dizer, o esfor\u00e7o legislativo ser\u00e1 insuficiente no curto prazo. Com modelos de neg\u00f3cio totalmente consolidados justamente por este vazio legal e um lobby efetivo de 15 anos no Parlamento, as <em>big techs<\/em> est\u00e3o confort\u00e1veis. Basta acionar o mesmo discurso de liberdade de express\u00e3o de 11 anos atr\u00e1s, j\u00e1 \u201ccomprado\u201d por boa parte da popula\u00e7\u00e3o, para atrair aliados suficientes para engavetarem mais uma vez iniciativas deste tipo.<\/p>\n<p>Para assegurar que n\u00e3o haja obst\u00e1culo, entretanto, algumas <em>big techs<\/em> ainda foram al\u00e9m. Contribu\u00edram em duas oportunidades (ver <a href=\"https:\/\/apublica.org\/nota\/as-big-techs-foram-as-convidadas-de-honra-no-seminario-do-pl-de-bolsonaro\/\">aqui<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.brasil247.com\/blog\/bigtechs-e-bolsonaro-armam-exercito-digital-para-2026-uttnfn1v\">aqui<\/a>) para fazer \u201cletramento digital\u201d de pol\u00edticos e ativistas da extrema direita em suas ferramentas de intelig\u00eancia artificial e de rede social durante dois semin\u00e1rios promovidos por um <a href=\"https:\/\/pp.nexojornal.com.br\/opiniao\/2025\/05\/28\/o-que-e-o-partido-digital-bolsonarista\">partido pol\u00edtico<\/a>.<\/p>\n<p>Tudo isso ocorrendo cerca de um ano antes de um processo eleitoral que promete ser um dos mais conturbados da nossa hist\u00f3ria pol\u00edtica recente gra\u00e7as a mil\u00edcias digitais anabolizadas. Parece claro que ambas as partes da alian\u00e7a v\u00e3o atuar de forma a impedir a aprova\u00e7\u00e3o de qualquer legisla\u00e7\u00e3o capaz de barrar a difus\u00e3o indiscriminada de desinforma\u00e7\u00e3o e crimes de opini\u00e3o durante o pleito do ano que vem.<\/p>\n<p>Isso vale at\u00e9 para o PL de intelig\u00eancia artificial que volta a <a href=\"https:\/\/convergenciadigital.com.br\/governo\/plano-de-trabalho-preve-votacao-do-pl-da-inteligencia-artificial-so-em-dezembro\/\">tramitar lentamente<\/a> na C\u00e2mara dos Deputados e em sua reda\u00e7\u00e3o possui amarras em rela\u00e7\u00e3o a <em>deep fakes<\/em>. E tudo sendo naturalizado sem nenhum abaixo-assinado condenando este tipo de alian\u00e7a at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>Por mais heterodoxa que seja, a l\u00f3gica que alguns ministros do STF est\u00e3o adotando em seus votos, que recebeu apoio da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU), busca uma alternativa. A inten\u00e7\u00e3o manifesta \u00e9 trazer razoabilidade a este caos patrocinado por um dispositivo inconstitucional que sobrevive por chantagem principiol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Parece fazer sentido que uma regra de transi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria ao artigo 19 resulte deste julgamento. Novos termos para ocupar o v\u00e1cuo de uma legisla\u00e7\u00e3o que est\u00e1, digamos assim, se inconstitucionalizando pelo papel que as <em>big techs<\/em> assumiram no cen\u00e1rio contempor\u00e2neo e as constantes altera\u00e7\u00f5es que elas promovem em seus modelos de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Enquanto o legislador n\u00e3o assume o papel de colocar algo no lugar de um caduco artigo 19, e isso n\u00e3o se dar\u00e1 at\u00e9 2026, algumas vozes precisam se levantar para falar contra esta alian\u00e7a digital perigosa que foi constru\u00edda e vem sendo refor\u00e7ada de forma regular. Como nos muitos momentos em que a hist\u00f3ria se repete, o sil\u00eancio ou a coniv\u00eancia pode ser letal para nossa democracia.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma um dos julgamentos mais relevantes para o futuro do Brasil. 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