{"id":11157,"date":"2025-05-21T08:02:23","date_gmt":"2025-05-21T11:02:23","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/05\/21\/o-amor-sob-vigilancia-a-agonia-do-eros-na-sociedade-da-cibercultura\/"},"modified":"2025-05-21T08:02:23","modified_gmt":"2025-05-21T11:02:23","slug":"o-amor-sob-vigilancia-a-agonia-do-eros-na-sociedade-da-cibercultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/05\/21\/o-amor-sob-vigilancia-a-agonia-do-eros-na-sociedade-da-cibercultura\/","title":{"rendered":"O amor sob vigil\u00e2ncia: a agonia do eros na sociedade da cibercultura"},"content":{"rendered":"<p>Em um mundo hiperconectado, algoritmizado, onde o tempo parece cada vez mais escasso e a efici\u00eancia se tornou um imperativo cotidiano, o amor tamb\u00e9m parece ter sido absorvido pela l\u00f3gica do desempenho e da otimiza\u00e7\u00e3o. Aplicativos de relacionamento substituem o acaso pelo algoritmo; redes sociais transformam o desejo em exibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na obra\u00a0<em>A agonia do Eros<\/em>, Byung-Chul Han realiza uma profunda cr\u00edtica ao estado contempor\u00e2neo das rela\u00e7\u00f5es humanas, marcadas pela positividade compuls\u00f3ria, pela visibilidade incessante e pela aus\u00eancia do outro como alteridade radical. Articulando o pensamento de Michel Foucault, Emmanuel L\u00e9vinas, e outros autores, Han diagnostica uma eros\u00e3o do Eros no mundo digital.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/poder?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_poder_q2&amp;utm_id=cta_texto_poder_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_poder&amp;utm_term=cta_texto_poder_meio_materias\"><span>Conhe\u00e7a o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transpar\u00eancia e previsibilidade para empresas<\/span><\/a><\/h3>\n<p>Neste ensaio, busca-se refletir sobre os impactos da cibercultura nos relacionamentos humanos, com \u00eanfase na dissolu\u00e7\u00e3o da alteridade, na racionaliza\u00e7\u00e3o do desejo e na substitui\u00e7\u00e3o do erotismo pelo desempenho e pela autoexplora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ou seja, busca-se compreender como a experi\u00eancia amorosa, quando reduzida a um consumo transparente de informa\u00e7\u00f5es, acaba por reproduzir a l\u00f3gica neoliberal de produ\u00e7\u00e3o incessante e autogerenciamento subjetivo.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h3>De Foucault ao Instagram: liberdade como autogerenciamento e vitrine de si<\/h3>\n<p>Foucault (2006) demonstra que o\u00a0<em>homo oeconomicus<\/em>\u00a0neoliberal emerge em uma sociedade que j\u00e1 n\u00e3o se estrutura pela disciplina, mas pela liberdade governada. Esse novo sujeito, empreendedor de si mesmo, n\u00e3o \u00e9 mais algu\u00e9m que obedece, mas algu\u00e9m que se explora continuamente, guiado por uma \u00e9tica da autoefici\u00eancia. Conforme Han (2017), essa liberdade, antes promessa de emancipa\u00e7\u00e3o, \u201cserve como dana\u00e7\u00e3o de ter de explorar eternamente a si mesmo\u201d.<\/p>\n<p>Assim, a subjetividade contempor\u00e2nea, moldada pela performance<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn1\">[1]<\/a>, pelo controle de si e pela exposi\u00e7\u00e3o constante, entra em colapso. Colapso este que se manifesta de maneira evidente em contextos como os das redes sociais, onde as pessoas s\u00e3o constantemente convocadas a exibir sua produtividade, sua felicidade, transformando sua intimidade em capital simb\u00f3lico.<\/p>\n<p>Plataformas como Instagram e Linkedin, por exemplo, tornam-se vitrines de um eu perform\u00e1tico em constante estado de vigil\u00e2ncia e compara\u00e7\u00e3o. O burnout<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn2\">[2]<\/a>, a ansiedade por valida\u00e7\u00e3o e a depress\u00e3o digital s\u00e3o sintomas dessa l\u00f3gica (Primack et.al, 2017), que obriga o indiv\u00edduo a ser, ao mesmo tempo o produto, o produtor e o consumidor de si mesmo.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a liberdade neoliberal n\u00e3o liberta. O que acontece \u00e9 o aprisionamento do sujeito em um ciclo cont\u00ednuo de autoaperfei\u00e7oamento e autoexplora\u00e7\u00e3o<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn3\">[3]<\/a>, esvaziando \u2013 ele e a sociedade como um todo \u2013 de interioridade e profundidade, resultando em v\u00ednculos humanos empobrecidos.<\/p>\n<h3>O amor em agonia: a transpar\u00eancia digital e a dissolu\u00e7\u00e3o da alteridade<\/h3>\n<p>\u00c9 nesse cen\u00e1rio de colapso da subjetividade moderna<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn4\">[4]<\/a> que o Eros, entendido como rela\u00e7\u00e3o radical com o outro, entra em agonia. A crise do sujeito contempor\u00e2neo, esvaziado de interioridade e capturado por uma l\u00f3gica de constante visibilidade, desarticula a possibilidade do encontro er\u00f3tico aut\u00eantico, pois este s\u00f3 se realiza no espa\u00e7o da alteridade, do mist\u00e9rio, do n\u00e3o-saber.<\/p>\n<p>Han (2017, p.25) observa que o Eros \u00e9 negatividade: \u201cn\u00e3o-poder-poder\u201d, ou seja, uma experi\u00eancia que resiste \u00e0 l\u00f3gica, \u00e0 instrumentaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e da domina\u00e7\u00e3o. Ao se inspirar em L\u00e9vinas (1984, p. 58), o autor enfatiza que o outro \u2014 enquanto alteridade irredut\u00edvel \u2014 n\u00e3o pode ser absorvido ou reduzido pelo eu, pela transpar\u00eancia, nem pela racionalidade t\u00e9cnica ou econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>No entanto, a cultura digital, com sua promessa de total transpar\u00eancia, acesso ilimitado e previsibilidade algor\u00edtmica, destr\u00f3i essa negatividade fundamental \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o do desejo. Nas plataformas digitais de relacionamento, por exemplo, o outro \u00e9 imediatamente transformado em imagem, perfil, dado. Um objeto compar\u00e1vel, quantific\u00e1vel e, portanto, descart\u00e1vel.<\/p>\n<p>Han (2017, p. 63) aponta que a aus\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o, a opacidade, gera idealiza\u00e7\u00e3o \u2014 e \u00e9 justamente essa idealiza\u00e7\u00e3o que alimenta o desejo. Ao antecipar tudo, a cibercultura sufoca o Eros, substituindo o mist\u00e9rio pela racionaliza\u00e7\u00e3o da escolha afetiva. O desejo torna-se decis\u00e3o de consumo.<\/p>\n<p>Essa din\u00e2mica, contudo, n\u00e3o \u00e9 isenta de complexidade ps\u00edquica. A autora reconhece que a idealiza\u00e7\u00e3o, embora constitutiva de desejo, pode tamb\u00e9m funcionar como defesa: uma tentativa inconsciente de reparar feridas emocionais oriundas da inf\u00e2ncia. Freud (1914), Winnicott (1971) e Bollas (1987), indicam que projetamos no outro tanto o nosso desejo quanto nossas car\u00eancias prim\u00e1rias. Assim, valorizar o Eros n\u00e3o \u00e9 romantizar a idealiza\u00e7\u00e3o, mas compreend\u00ea-la em sua ambival\u00eancia: for\u00e7a criativa que pode, igualmente, impulsionar v\u00ednculos e gerar frustra\u00e7\u00e3o e repeti\u00e7\u00e3o de traumas.<\/p>\n<h3>Afetos algor\u00edtmicos: como a l\u00f3gica tecnocapitalista reprograma o amor<\/h3>\n<p>Sem Eros, o amor degenera em uma sensorialidade funcional, em um consumo marcado pela busca imediata de est\u00edmulos e gratifica\u00e7\u00f5es mensur\u00e1veis. O desejo cede lugar ao clique, fazendo com que redes sociais, aplicativos de relacionamento e mecanismos de busca, como o Google, Tinder ou Instagram, produzam rela\u00e7\u00f5es \u201caditivas ou detectivas\u201d (Han, 2017, p. 88), mas n\u00e3o narrativas significativas.<\/p>\n<p>Perde-se a\u00ed a densidade simb\u00f3lica da experi\u00eancia amorosa que ser\u00e1 inevitavelmente reduzida a dados e padr\u00f5es estat\u00edsticos. Esgota-se a teoria enfraquecendo a imagina\u00e7\u00e3o e impedindo a constru\u00e7\u00e3o de uma \u00e9tica relacional baseada na incerteza e no risco. N\u00e3o mais existe a hermen\u00eautica dos afetos, da descoberta, do desconhecido\u2026<\/p>\n<p>O que existe agora \u00e9 a supremacia da raz\u00e3o instrumental orientada apenas pela efic\u00e1cia e pelo desempenho. A espera \u00e9 trocada pelo <em>scroll<\/em>, a reciprocidade pela usabilidade.<\/p>\n<p>Assim, a partir desse novo regime, os relacionamentos transformam-se em produtos compar\u00e1veis e troc\u00e1veis, organizados pela l\u00f3gica do mercado, mesmo que de forma inconsciente. A cupidez \u2014 \u201ccupidez pelo outro\u201d<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn5\">[5]<\/a> (Han, 2017, p. 67) \u2014 \u00e9 neutralizada, apagando o potencial subversivo do Eros. Afinal, o Eros, segundo Han, representa a fidelidade ao porvir, desejo de transforma\u00e7\u00e3o radical.<\/p>\n<p>Nas palavras de Eva Illouz (2011), o amor tornou-se um espa\u00e7o em que o capital simb\u00f3lico e os c\u00f3digos da racionalidade econ\u00f4mica imp\u00f5em-se sobre a experi\u00eancia, impedindo que a vulnerabilidade e o n\u00e3o saber cumpram seu papel formativo e \u00e9tico. Assim, a morte do Eros revela-se n\u00e3o como uma exce\u00e7\u00e3o, mas como o sintoma mais agudo de uma era marcada pela exaust\u00e3o da subjetividade e pela coloniza\u00e7\u00e3o neoliberal dos afetos.<\/p>\n<h3>Reencantar o amor: Eros como resist\u00eancia \u00e9tica e pol\u00edtica na cibercultura<\/h3>\n<p>A agonia do Eros na cibercultura, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 apenas um drama \u00edntimo, mas \u00e9 sinal de um tempo em que o outro se tornou inconveniente, e o amor, uma quest\u00e3o de desempenho. A reflex\u00e3o de Byung-Chul Han denuncia com lucidez o empobrecimento das rela\u00e7\u00f5es humanas nesse contexto.<\/p>\n<p>O amor, reduzido a algoritmo, perde sua for\u00e7a subversiva e sua dimens\u00e3o \u00e9tica. A agonia do Eros \u00e9, antes de tudo, a agonia do outro \u2014 daquilo que nos desinstala, que nos obriga a sair de n\u00f3s mesmos. Parece que ningu\u00e9m tem mais tempo a perder e, portanto, ningu\u00e9m se permite conhecer o outro. Caso um candidato na \u201cprateleira\u201d n\u00e3o preencha um dos requisitos, est\u00e1 automaticamente descartado e sempre haver\u00e1 um pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>No entanto, reconhecer essa crise n\u00e3o implica aceitar sua irreversibilidade. \u00c9 justamente no esgotamento da positividade que pode surgir a possibilidade de retomada do negativo: da espera, do risco, do n\u00e3o-saber, da toler\u00e2ncia, do entender, do conhecer e do mist\u00e9rio. Resta, portanto, resgatar o Eros como fidelidade ao porvir, como abertura \u00e0quilo que n\u00e3o se deixa capturar por sistemas de controle. E esse movimento pode constituir um gesto \u00e9tico e pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Resistir \u00e0 l\u00f3gica da equival\u00eancia e da performatividade relacional exige, portanto, reaprender a estar com o outro de modo n\u00e3o instrumental, a sustentar o desconforto da alteridade e a reencantar a experi\u00eancia amorosa como linguagem, narrativa e descoberta.<\/p>\n<p>Talvez o Eros, ainda que em agonia, nos convoque \u00e0 tarefa mais urgente do presente: reimaginar os modos de viver, de amar e de habitar o tempo em uma era de algoritmiza\u00e7\u00e3o, ou melhor, de exaust\u00e3o. Assim, amar \u201cde verdade\u201d pode ser o \u00faltimo gesto verdadeiramente humano e revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>FOUCAULT, Michel.\u00a0<em>Die Geburt der Biopolitik: Geschichte der Gouvernementalit\u00e4t II<\/em>. Frankfurt am Main: Suhrkamp, 2006.<\/p>\n<p>HAN, Byung-Chul.\u00a0<em>A agonia do Eros<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Jeong-Hwan Koo. Petr\u00f3polis: Vozes, 2017.<\/p>\n<p>ILLLOUZ, Eva.\u00a0<em>O amor nos tempos do capitalismo.<\/em>\u00a0Tradu\u00e7\u00e3o de Luiz S\u00e9rgio Henriques. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.<\/p>\n<p>L\u00c9VINAS, Emmanuel.\u00a0<em>Die Zeit und der Andere<\/em>. Hamburg: Meiner Verlag, 1984.<\/p>\n<p>OPAS.\u00a0<em>CID: burnout \u00e9 um fen\u00f4meno ocupacional<\/em>. Washington, D.C.: Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade, 2019. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.paho.org\/pt\/noticias\/28-5-2019-cid-burnout-e-um-fenomeno-ocupacional\">https:\/\/www.paho.org\/pt\/noticias\/28-5-2019-cid-burnout-e-um-fenomeno-ocupacional<\/a>. Acesso em: 1 maio 2025.<\/p>\n<p>PEW RESEARCH CENTER.\u00a0<em>Teens, Social Media and Mental Health<\/em>. Washington, D.C., 2022. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.pewresearch.org\/internet\/2025\/04\/22\/teens-social-media-and-mental-health\/#:~:text=About%20half%20of%20teens%20(48,28%25%20vs.%2011%25)\">https:\/\/www.pewresearch.org\/internet\/2025\/04\/22\/teens-social-media-and-mental-health\/#:~:text=About%20half%20of%20teens%20(48,28%25%20vs.%2011%25)<\/a>. Acesso em: 1 maio 2025.<\/p>\n<p>PRIMACK, B. A. et al. Social media use and perceived social isolation among young adults in the U.S.\u00a0<em>Computers in Human Behavior<\/em>, [S.l.], v. 66, p. 1\u20139, 2017. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0747563216307440?via%3Dihub\">https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0747563216307440?via%3Dihub<\/a> . Acesso em: 1 maio 2025.<\/p>\n<p>TURKLE, S.\u00a0<em>Alone together: why we expect more from technology and less from each other<\/em>. New York: Basic Books, 2011.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref1\">[1]<\/a> Pesquisas do Pew Research Center (2022) revelam que adolescentes e jovens adultos relatam sentimentos recorrentes de \u201cn\u00e3o serem bons o suficiente\u201d ao se compararem com os perfis idealizados de outras pessoas nas redes sociais.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref2\">[2]<\/a> Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OPAS, 2019), desde 2019 o\u00a0<strong>burnout<\/strong>\u00a0\u00e9 classificado como um fen\u00f4meno ocupacional associado ao estresse cr\u00f4nico no local de trabalho que n\u00e3o foi gerenciado com sucesso. Em ambientes digitais de alta performance, como o empreendedorismo digital ou a <em>gig economy<\/em>, isso se agrava.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref3\">[3]<\/a> A psic\u00f3loga Sherry Turkle, no livro\u00a0<em>Alone Together<\/em>\u00a0(2011), aponta que a hiperconex\u00e3o leva os indiv\u00edduos a se moldarem \u00e0 expectativa do outro digital, vivendo uma identidade fragmentada e perform\u00e1tica. Sendo esse o melhor conceito para a autoexplora\u00e7\u00e3o dentro de um contexto de hiperconectividade.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref4\">[4]<\/a> Busca e molde incessante pela performance, autoexplora\u00e7ao e exposi\u00e7\u00e3o compulsiva.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref5\">[5]<\/a> Desejo por aquilo que escapa, que excede.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um mundo hiperconectado, algoritmizado, onde o tempo parece cada vez mais escasso e a efici\u00eancia se tornou um imperativo cotidiano, o amor tamb\u00e9m parece ter sido absorvido pela l\u00f3gica do desempenho e da otimiza\u00e7\u00e3o. Aplicativos de relacionamento substituem o acaso pelo algoritmo; redes sociais transformam o desejo em exibi\u00e7\u00e3o. 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