{"id":10918,"date":"2025-05-12T19:25:32","date_gmt":"2025-05-12T22:25:32","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/05\/12\/a-ciencia-politica-qualitativa\/"},"modified":"2025-05-12T19:25:32","modified_gmt":"2025-05-12T22:25:32","slug":"a-ciencia-politica-qualitativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/05\/12\/a-ciencia-politica-qualitativa\/","title":{"rendered":"A Ci\u00eancia Pol\u00edtica qualitativa"},"content":{"rendered":"<p>A Ci\u00eancia Pol\u00edtica brasileira consolidou-se como campo acad\u00eamico significativamente influenciado pela tradi\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica e te\u00f3rica dos Estados Unidos. Essa influ\u00eancia remonta \u00e0 primeira metade do s\u00e9culo 20, quando a academia norte-americana passou por uma revolu\u00e7\u00e3o comportamentalista, substituindo abordagens descritivas e filos\u00f3ficas por modelos baseados em estat\u00edstica inferencial e m\u00e9todos quantitativos (Feres Jr., 2000; Limongi, Almeida, Freitas, 2016).<\/p>\n<p>Esta influ\u00eancia na academia brasileira se materializou atrav\u00e9s de mecanismos institucionais espec\u00edficos. A Funda\u00e7\u00e3o Ford desempenhou papel significativo ao financiar a forma\u00e7\u00e3o de pesquisadores brasileiros nos Estados Unidos, especialmente na consolida\u00e7\u00e3o de centros como o Instituto Universit\u00e1rio de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ, atual IESP-UERJ) e o Departamento de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-ultimas-noticias?utm_source=jota&amp;utm_medium=lp&amp;utm_campaign=23-09-2024-jota-lp-eleicoes-2024-eleicoes-2024-none-audiencias-none&amp;utm_content=eleicoes-2024&amp;utm_term=none\"><span>Assine gratuitamente a newsletter \u00daltimas Not\u00edcias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> e receba as principais not\u00edcias jur\u00eddicas e pol\u00edticas do dia no seu email<\/span><\/a><\/h3>\n<p>Esses pesquisadores, ao retornarem, trouxeram consigo n\u00e3o apenas o conhecimento t\u00e9cnico das abordagens quantitativas, mas tamb\u00e9m uma vis\u00e3o epistemol\u00f3gica sobre o que constitu\u00eda pesquisa v\u00e1lida em Ci\u00eancia Pol\u00edtica (Forjaz, 1997; Keinert, Silva, 2010). Esse processo ajudou a institucionalizar uma vis\u00e3o de cientificidade alinhada \u00e0 empiria das ci\u00eancias exatas, priorizando t\u00e9cnicas capazes de estabelecer infer\u00eancias causais por meio de modelos estat\u00edsticos (Leite, Feres Jr., 2021; Lenine, M\u00f6rschb\u00e4cher, 2020).<\/p>\n<p>A ado\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos quantitativos tornou-se um marco distintivo da Ci\u00eancia Pol\u00edtica brasileira, diferenciando-a de outras \u00e1reas das ci\u00eancias humanas (Avritzer, 2016; Leite, Feres Jr., 2021). No Brasil, essa perspectiva consolidou-se especialmente em curr\u00edculos acad\u00eamicos.<\/p>\n<p>An\u00e1lises de disciplinas oferecidas no IUPERJ e na USP entre 1969 e 2013 revelaram que 50% das cadeiras metodol\u00f3gicas estavam focadas em m\u00e9todos quantitativos e estat\u00edstica, enquanto apenas 10% abordavam m\u00e9todos qualitativos (Oliveira, Nicolau, 2012). Por sua vez, outro estudo demonstrou que programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o mais antigos, concentrados no Sudeste, tendem a replicar essa hierarquia, priorizando t\u00e9cnicas como econometria e modelos estat\u00edsticos formais (Barberia, Godoy, Barbozza, 2014).<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica naturalmente refletiu essa tend\u00eancia. Estudos sobre peri\u00f3dicos nacionais indicam que, a partir dos anos 1990, artigos emp\u00edricos passaram a dominar as publica\u00e7\u00f5es, com predom\u00ednio de an\u00e1lises estat\u00edsticas (Nicolau, Oliveira, 2017; Leite, Feres Jr., 2021). Pesquisas evidenciam que peri\u00f3dicos de maior impacto e mais alinhados com o Ethos da Ci\u00eancia Pol\u00edtica d\u00e3o prioridade a abordagens quantitativas, relegando estudos qualitativos a ve\u00edculos menores, com menor visibilidade e reconhecimento (Leite, Feres Jr., 2021; Lenine, M\u00f6rschb\u00e4cher, 2020).<\/p>\n<p>Entretanto, de maneira distinta nos Estados Unidos, onde os m\u00e9todos quantitativos s\u00e3o uma significativamente dominantes, ao ponto de haver movimentos para se ter uma abertura m\u00ednima para pesquisas qualitativas (i.e. movimento perestroika), a Ci\u00eancia Pol\u00edtica brasileira apresenta sim um emprego not\u00e1vel de m\u00e9todos qualitativos. Estudos recentes revelam que cerca de um ter\u00e7o (32,7%) dos artigos em peri\u00f3dicos nacionais empregam ou declaram empregar m\u00e9todos qualitativos (Leite, Feres Jr., 2021).<\/p>\n<p>Isso acabou gerando uma situa\u00e7\u00e3o paradoxal. A Ci\u00eancia Pol\u00edtica brasileira se enxerga como majoritariamente quantitativista \u2013 o que n\u00e3o \u00e9 verdade \u2013 e acaba refletindo pouco sobre o emprego de m\u00e9todos qualitativos em seu interior. Um exemplo not\u00e1vel disso se deu quando Gl\u00e1ucio Soares (2005) tratou sobre o calcanhar metodol\u00f3gico da \u00e1rea. A principal interpreta\u00e7\u00e3o de seu chamado ao aumento de rigor na \u00e1rea apontou para a necessidade de mais m\u00e9todos quantitativos e mais modelos estat\u00edsticos.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, Soares tamb\u00e9m fez cr\u00edticas e sugest\u00f5es \u00e0s pesquisas qualitativas, argumentando que a hostilidade \u00e0s abordagens quantitativas n\u00e3o foi substitu\u00edda por uma aplica\u00e7\u00e3o rigorosa dos m\u00e9todos qualitativos, mas por uma \u201caus\u00eancia de m\u00e9todos\u201d.<\/p>\n<p>Quase duas d\u00e9cadas depois, h\u00e1 poucos ind\u00edcios de que esta situa\u00e7\u00e3o tenha mudado substancialmente. Szwako, Dowbor e Pereira (2022) observam a \u201ccorriqueira aus\u00eancia de se\u00e7\u00e3o dedicada a m\u00e9todos em artigos baseados em abordagens qualitativas\u201d e \u201co recurso pouco reflexivo \u00e0 t\u00e9cnica das entrevistas semiestruturadas\u201d. Esta aus\u00eancia de reflex\u00e3o metodol\u00f3gica compromete a qualidade e o rigor da pesquisa qualitativa na \u00e1rea.<\/p>\n<p>A isso, adicionamos a vis\u00e3o de que a discuss\u00e3o metodol\u00f3gica qualitativa recente tende a privilegiar os chamados \u201cnovos m\u00e9todos qualitativos\u201d na Ci\u00eancia Pol\u00edtica \u2013 principalmente Process Tracing e Qualitative Comparative Analysis \u2013 que se alinham \u00e0 busca por infer\u00eancias causais. Esta tend\u00eancia reflete a influ\u00eancia do livro <em>Designing Social Inquiry<\/em> (1994) de King, Keohane e Verba, que prop\u00f4s que m\u00e9todos qualitativos poderiam gerar infer\u00eancias causais sob uma l\u00f3gica de estat\u00edstica inferencial.<\/p>\n<p>Como argumentam Brady e Collier (2010), os m\u00e9todos qualitativos possuem especificidades e vantagens pr\u00f3prias que n\u00e3o deveriam ser julgadas a partir de um \u201c<em>template<\/em> quantitativo\u201d. Entre estas especificidades, est\u00e3o a capacidade de observar processos causais em contextos hist\u00f3ricos complexos, a sele\u00e7\u00e3o criteriosa de casos estrategicamente relevantes, e a possibilidade de an\u00e1lise minuciosa que proporciona \u201cdescri\u00e7\u00f5es densas\u201d dos fen\u00f4menos estudados.<\/p>\n<p>O desenvolvimento da Ci\u00eancia Pol\u00edtica brasileira n\u00e3o requer o abandono dos m\u00e9todos quantitativos, mas sim o reconhecimento da import\u00e2ncia e do rigor dos m\u00e9todos qualitativos, bem como uma efetiva integra\u00e7\u00e3o entre as diferentes abordagens metodol\u00f3gicas. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio fortalecer tanto o treinamento metodol\u00f3gico quanto a discuss\u00e3o epistemol\u00f3gica relacionada \u00e0 pesquisa qualitativa. A produ\u00e7\u00e3o de materiais did\u00e1ticos, como manuais e cursos dedicados \u00e0s t\u00e9cnicas qualitativas aplicadas aos problemas da Ci\u00eancia Pol\u00edtica brasileira, representa um passo importante nessa dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 fundamental que os peri\u00f3dicos da \u00e1rea reconhe\u00e7am o valor das contribui\u00e7\u00f5es qualitativas e das discuss\u00f5es metodol\u00f3gicas a elas relacionadas. Um campo que valoriza a diversidade metodol\u00f3gica est\u00e1 mais bem equipado para enfrentar os desafios complexos que caracterizam a realidade pol\u00edtica contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>A demanda por avalia\u00e7\u00f5es robustas e hol\u00edsticas dos fen\u00f4menos pol\u00edticos tende a crescer, exigindo pesquisadores capazes de dominar e integrar diferentes m\u00e9todos. Como observado por diversos autores, a dicotomia entre m\u00e9todos quantitativos e qualitativos est\u00e1 superada no plano do discurso. O desafio atual \u00e9 transformar este reconhecimento ret\u00f3rico em pr\u00e1ticas concretas de forma\u00e7\u00e3o, pesquisa e publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>Este texto resume as principais ideias presentes na introdu\u00e7\u00e3o do <em>Manual de introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s t\u00e9cnicas de pesquisa qualitativa em Ci\u00eancia Pol\u00edtica<\/em>, rec\u00e9m-lan\u00e7ado pela Escola Nacional de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (ENAP). Reunindo 37 autores de 14 institui\u00e7\u00f5es brasileiras, o manual oferece um guia estruturado em cinco eixos: t\u00e9cnicas de coleta de dados (entrevistas, grupos focais), an\u00e1lise de dados (tem\u00e1tica, textual), abordagens metodol\u00f3gicas (etnografia digital, estudos de caso), quest\u00f5es gerais (\u00e9tica, softwares CAQDAS) e m\u00e9todos emergentes (Process Tracing, QCA).<\/p>\n<p>Seu diferencial est\u00e1 na integra\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u2014 como uso de R, Python e ferramentas digitais \u2014, rigor \u00e9tico e exemplos aplicados \u00e0 realidade pol\u00edtico-brasileira e internacional. <a href=\"https:\/\/repositorio.enap.gov.br\/handle\/1\/8513\">Dispon\u00edvel gratuitamente em formato digital<\/a>, o material destaca-se por debater a relev\u00e2ncia dos m\u00e9todos qualitativos em um mundo impactado pela intelig\u00eancia artificial, refor\u00e7ando sua contribui\u00e7\u00e3o para an\u00e1lises contextuais e transparentes.<\/p>\n<p>AVRITZER, Leonardo. O papel do pluralismo na forma\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia Pol\u00edtica no Brasil. P. 165-183. In: AVRITZER, Leonardo; MILANI, Carlos; BRAGA, Maria do Socorro(Orgs.). <em>A ci\u00eancia pol\u00edtica no Brasil: 1960-2015 <\/em>. Rio de Janeiro: FGV Editora, p. 61-92, 2016.<\/p>\n<p>BARBERIA, Lorena; GODOY, Samuel; BARBOZA, Danilo. Novas perspectivas sobre o\u2019Calcanhar Metodol\u00f3gico\u2019: o ensino de m\u00e9todos de pesquisa em Ci\u00eancia Pol\u00edtica no Brasil. <em>Revista Teoria&amp; Sociedade <\/em>, v. 22, n. 02, p. 156-184, 2014.<\/p>\n<p>BRADY, Henry E.; COLLIER, David(orgs.). <em>Rethinking social inquiry: Diverse tools, shared standards <\/em>. Lanhan, Rowman&amp; Littlefield Publishers, 2010.<\/p>\n<p>FERES JR, Jo\u00e3o. Aprendendo com os erros dos outros: o que a hist\u00f3ria da ci\u00eancia pol\u00edtica americana tem para nos contar. <em>Revista de Sociologia e Pol\u00edtica <\/em>, p. 97-110, 2000.<\/p>\n<p>FORJAZ, Maria Cec\u00edlia. A emerg\u00eancia da Ci\u00eancia Pol\u00edtica acad\u00eamica no Brasil: aspectos institucionais. <em>Revista Brasileira de Ci\u00eancias Sociais <\/em>, v. 12, p. 101-120, 1997.<\/p>\n<p>KEINERT, F\u00e1bio Cardoso; SILVA, Dimitri Pinheiro. A g\u00eanese da ci\u00eancia pol\u00edtica brasileira. <em>Tempo social <\/em>, v. 22, p. 79-98, 2010.<\/p>\n<p>KING, Gary; KEOHANE, Robert; VERBA, Sidney. <em>Designing social inquiry: Scientific inference in qualitative research <\/em>. Princeton: Princeton university press, 1994.<\/p>\n<p>LEITE, Fernando; FERES JR., Jo\u00e3o. A Ci\u00eancia na Ci\u00eancia Pol\u00edtica brasileira. <em>Revista Brasileira de Ci\u00eancia Pol\u00edtica <\/em>, n. 34, p. e222017, 2021.<\/p>\n<p>LENINE, Enzo; M\u00d6RSCHB\u00c4CHER, Molina. Pesquisa bibliom\u00e9trica e hierarquias do conhecimento em Ci\u00eancia Pol\u00edtica. <em>Revista Brasileira de Ci\u00eancia Pol\u00edtica <\/em>, n. 31, p. 123\u2013160, jan. 2020.<\/p>\n<p>LIMONGI, Fernando; ALMEIDA, Maria; FREITAS, Andrea. Da sociologia pol\u00edtica ao(neo) institucionalismo: 30 anos que mudaram a ci\u00eancia pol\u00edtica no Brasil. In: AVRITZER, Leonardo; MILANI, Carlos R.; BRAGA, Maria do Socorro(Orgs.). <em>A ci\u00eancia pol\u00edtica no Brasil: 1960-2015 <\/em>. Rio de Janeiro: FGV Editora, p. 61-92, 2016.<\/p>\n<p>NICOLAU, Jairo; Oliveira, Lilian. Political Science in Brazil: an analysis of academic articles(1966-2015). <em>Revista Sociologia e Antropologia <\/em>, v. 7, p. 371-393, 2017.<\/p>\n<p>OLIVEIRA, Lilian; NICOLAU, Jairo. M\u00e9todos e metodologias da Ci\u00eancia Pol\u00edtica no Brasil: uma an\u00e1lise dos curr\u00edculos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. <em>Encontro da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ci\u00eancia Pol\u00edtica\u2013ABCP <\/em>, v. 8, 2012.<\/p>\n<p>SOARES, Gl\u00e1ucio Ary Dillon. O calcanhar metodol\u00f3gico da ci\u00eancia pol\u00edtica no Brasil. <em>Sociologia, Problemas e Pr\u00e1ticas <\/em>, n. 48, p. 27-52, 2005.<\/p>\n<p>SZWAKO, Jos\u00e9; DOWBOR, Monika; PEREIRA, Mateus.(orgs.) <em>M\u00e9todos em movimento <\/em>. Rio de Janeiro: Eduerj, 2022.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ci\u00eancia Pol\u00edtica brasileira consolidou-se como campo acad\u00eamico significativamente influenciado pela tradi\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica e te\u00f3rica dos Estados Unidos. Essa influ\u00eancia remonta \u00e0 primeira metade do s\u00e9culo 20, quando a academia norte-americana passou por uma revolu\u00e7\u00e3o comportamentalista, substituindo abordagens descritivas e filos\u00f3ficas por modelos baseados em estat\u00edstica inferencial e m\u00e9todos quantitativos (Feres Jr., 2000; Limongi, Almeida, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10918"}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10918"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10918\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}