{"id":10811,"date":"2025-05-07T20:09:52","date_gmt":"2025-05-07T23:09:52","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/05\/07\/defesa-civil-cidades-ainda-sofrem-com-alta-rotatividade-nas-unidades\/"},"modified":"2025-05-07T20:09:52","modified_gmt":"2025-05-07T23:09:52","slug":"defesa-civil-cidades-ainda-sofrem-com-alta-rotatividade-nas-unidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/05\/07\/defesa-civil-cidades-ainda-sofrem-com-alta-rotatividade-nas-unidades\/","title":{"rendered":"Defesa Civil: cidades ainda sofrem com alta rotatividade nas unidades"},"content":{"rendered":"<p>As imagens da devasta\u00e7\u00e3o continuam presentes na mem\u00f3ria de muita gente, em especial da popula\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul. H\u00e1 um ano, uma enchente hist\u00f3rica afetou 478 dos 497 munic\u00edpios do estado. Al\u00e9m de 184 vidas perdidas e 25 desaparecidos, tudo teve de ser reconstru\u00eddo do zero em muitos lugares.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-por-dentro-da-maquina\">Esse texto foi publicado na newsletter Por Dentro da M\u00e1quina. Clique aqui e se inscreva gratuitamente para receber not\u00edcias sobre o servi\u00e7o p\u00fablico<\/a><\/h3>\n<p>A cat\u00e1strofe deixou traumas, mas tamb\u00e9m p\u00f4de servir de li\u00e7\u00e3o. \u201cPrevenir\u201d, \u201cminimizar danos\u201d, \u201cestar melhor preparado\u201d para enfrentar novos desastres naturais s\u00e3o alguns dos chav\u00f5es que surgem ap\u00f3s grandes trag\u00e9dias. No Sul, n\u00e3o foi diferente.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, dados in\u00e9ditos, que ainda est\u00e3o sendo coletados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, mostram que as defesas civis municipais ainda convivem com a falta cr\u00f4nica de pessoal capacitado e de for\u00e7a institucional para resposta aos desastres, al\u00e9m de desafios t\u00edpicos do mundo digital.<\/p>\n<p>A equipe do Projeto Capacidades Organizacionais de Prepara\u00e7\u00e3o para Eventos Extremos (Cope), do Cemaden, mandou question\u00e1rios aos 5.569 munic\u00edpios para tra\u00e7ar um cen\u00e1rio dos principais desafios e analisar quais s\u00e3o os temas mais urgentes para reagir aos cada vez mais comuns eventos extremos.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, cerca de 1.300 prefeituras j\u00e1 responderam ao question\u00e1rio. De acordo com o coordenador do estudo, o pesquisador Victor Marchezini, uma amostragem suficiente para apontar as primeiras conclus\u00f5es. A coleta termina em 1\u00ba de julho. A mais importante evid\u00eancia, explica o pesquisador, \u00e9 a alta rotatividade nos \u00f3rg\u00e3os de Defesa Civil.<\/p>\n<p>Os dados revelam que cerca de 40% dos trabalhadores t\u00eam menos de seis meses na fun\u00e7\u00e3o, percentual muito parecido com o verificado em uma pesquisa semelhante feita pelo Cemaden durante a pandemia (2020-2001), quando 36% estavam no cargo em per\u00edodo inferior a meio ano. Marchezini tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para o expressivo volume de comissionados que atuam na Defesa Civil. Dos respondentes at\u00e9 agora, 37,63% s\u00e3o servidores efetivos com cargos em comiss\u00e3o e 21% s\u00e3o comissionados sem v\u00ednculo com a Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO resultado disso \u00e9 que temos defesas civis mais fr\u00e1geis. A alta rotatividade de servidores afeta a capacita\u00e7\u00e3o e influencia todos os outros par\u00e2metros da pesquisa. Isso faz com que tenhamos estruturas com pessoas \u00e0 frente que n\u00e3o sabem o que a Defesa Civil, o que deve ser feito e que n\u00e3o sabem como o sistema se articula\u201d, explica o pesquisador, que defende a estrutura\u00e7\u00e3o de unidades com servidores capacitados e concursados.<\/p>\n<h3>Or\u00e7amento pr\u00f3prio, fake news e o plano nacional<\/h3>\n<p>Por outro lado, os n\u00fameros revelam alguns avan\u00e7os na compara\u00e7\u00e3o com a pesquisa anterior. Atualmente, 39% das defesas civis t\u00eam o seu pr\u00f3prio or\u00e7amento. Entre 2020 e 2021, o percentual era de 28%. Igualmente, reduziu o n\u00famero de cidades que informaram n\u00e3o ter ao menos um computador para a Defesa Civil, que passou de 30% para 25% das prefeituras respondentes.<\/p>\n<p>Para Victor Marchezini, \u00e9 importante notar que 46% das defesas civis est\u00e3o conectados diretamente aos gabinetes de prefeitas e prefeitos, o que pode ser visto de duas formas. \u201cSe por um lado \u00e9 bom por estar pr\u00f3ximo ao prefeito, a troca de comando pode desestruturar todo o funcionamento da defesa civil e dar in\u00edcio a um novo ciclo de capacita\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m envolve os estados\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>Outro tema fundamental da pesquisa Cope \u00e9 compreender de que forma as prefeituras se comunicam com a sociedade e o peso da desinforma\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o de desastres naturais. Hoje, o Cemaden j\u00e1 sabe que a prolifera\u00e7\u00e3o de fake news impacta negativamente a atua\u00e7\u00e3o em cidades de RJ, SP e MG e SC. Os pesquisadores aguardam mais dados para mapear o tema em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos resultados da pesquisa do Cemadem, o Sistema Nacional de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa Civil (Sinpdec), formado por Uni\u00e3o, estados, munic\u00edpios, al\u00e9m de entidades p\u00fablicas e privadas, aguarda com ansiedade a publica\u00e7\u00e3o do Plano Nacional de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa Civil. O documento estava com a publica\u00e7\u00e3o prevista para ocorrer no segundo semestre de 2024, mas ainda n\u00e3o foi lan\u00e7ado.<\/p>\n<p>O plano deve criar as diretrizes e estrat\u00e9gias de a\u00e7\u00e3o coordenada para reduzir riscos, o que \u00e9 especialmente importante para os munic\u00edpios menores e mais pobres, e \u00e9 fundamental para que os estados tamb\u00e9m produzam os planos estaduais. Neste momento, o plano est\u00e1 em fase de revis\u00e3o no Executivo e h\u00e1 expectativa entre t\u00e9cnicos do setor de que seja publicado em julho.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As imagens da devasta\u00e7\u00e3o continuam presentes na mem\u00f3ria de muita gente, em especial da popula\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul. H\u00e1 um ano, uma enchente hist\u00f3rica afetou 478 dos 497 munic\u00edpios do estado. Al\u00e9m de 184 vidas perdidas e 25 desaparecidos, tudo teve de ser reconstru\u00eddo do zero em muitos lugares. 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