{"id":10245,"date":"2025-04-16T12:25:46","date_gmt":"2025-04-16T15:25:46","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/04\/16\/tcu-e-o-planejamento-do-transporte-de-cargas-no-brasil\/"},"modified":"2025-04-16T12:25:46","modified_gmt":"2025-04-16T15:25:46","slug":"tcu-e-o-planejamento-do-transporte-de-cargas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/04\/16\/tcu-e-o-planejamento-do-transporte-de-cargas-no-brasil\/","title":{"rendered":"TCU e o planejamento do transporte de cargas no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O transporte de cargas, no Brasil, \u00e9 predominantemente rodovi\u00e1rio. A legisla\u00e7\u00e3o prop\u00f5e mudar essa realidade.<\/p>\n<p>A Lei 10.233, de 2001, por exemplo, ao disciplinar o Sistema Federal de Via\u00e7\u00e3o, estabelece como diretriz geral do gerenciamento da infraestrutura e da opera\u00e7\u00e3o dos transportes aquavi\u00e1rios e terrestres \u201caproveitar as vantagens comparativas dos diferentes meios de transporte, promovendo sua integra\u00e7\u00e3o f\u00edsica e a conjuga\u00e7\u00e3o de suas opera\u00e7\u00f5es, para a movimenta\u00e7\u00e3o intermodal mais econ\u00f4mica e segura de pessoas e bens\u201d (art. 12, II).<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/poder?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_poder_q2&amp;utm_id=cta_texto_poder_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_poder&amp;utm_term=cta_texto_poder_meio_materias\"><span>Conhe\u00e7a o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transpar\u00eancia e previsibilidade para empresas<\/span><\/a><\/h3>\n<p>A Lei 14.273, de 2021, por sua vez, determina a \u201cexpans\u00e3o da malha ferrovi\u00e1ria, moderniza\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o dos sistemas e otimiza\u00e7\u00e3o da infraestrutura ferrovi\u00e1ria\u201d e o \u201cest\u00edmulo \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do mercado ferrovi\u00e1rio na matriz de transporte de cargas e de passageiros\u201d (art. 5\u00ba, II e VII).<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o, a quem compete \u201celaborar e executar planos nacionais e regionais de ordena\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio e de desenvolvimento econ\u00f4mico e social\u201d (CF, art. 21, IX), tem procurado implementar esses e outros comandos legais sobre o tema. O <a href=\"https:\/\/ontl.infrasa.gov.br\/planejamento\/plano-nacional-de-logistica\/plano-nacional-de-logistica-2035\/relatorios\/#_\">Plano Nacional de Log\u00edstica 2035<\/a> (PNL) consolida informa\u00e7\u00f5es sobre os esfor\u00e7os para a organiza\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de um planejamento integrado da matriz de transportes do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Apesar de muito j\u00e1 ter sido feito pelo Executivo, ainda h\u00e1 longo caminho a ser percorrido, como o pr\u00f3prio PNL 2035 reconhece ao apontar \u201cdesbalanceamento da matriz\u201d; \u201caltos custos de transporte\u201d; e \u201ccultura de planejamento que prioriza o modo de transporte, e n\u00e3o as caracter\u00edsticas e necessidades da demanda\u201d (p. 19). N\u00e3o \u00e0 toa, foi institu\u00eddo, em 2024, o Planejamento Integrado de Transportes, no \u00e2mbito do qual est\u00e1 sendo desenvolvido o PNL 2050 mediante \u201cuma vis\u00e3o territorial integrada e din\u00e2mica\u201d.<\/p>\n<p>Calcado no diagn\u00f3stico de que o setor de transporte de cargas padeceria de problemas de informa\u00e7\u00e3o, planejamento e regulamenta\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/pesquisa.apps.tcu.gov.br\/documento\/acordao-completo\/*\/NUMACORDAO%253A2000%2520ANOACORDAO%253A2024%2520\/DTRELEVANCIA%2520desc%252C%2520NUMACORDAOINT%2520desc\/0\">ac\u00f3rd\u00e3o 2000, de 2024<\/a>), o TCU anunciou a cria\u00e7\u00e3o de ferramenta pr\u00f3pria para simular uma rede de transporte ideal de cargas do Brasil (Projeto Simula\u00e7\u00f5es). A ideia, em princ\u00edpio, parece envolver a cria\u00e7\u00e3o de um \u201ccrit\u00e9rio de auditoria\u201d que permita analisar os efeitos gerados por pol\u00edticas p\u00fablicas e planos log\u00edsticos ao longo dos anos.<\/p>\n<p>Dentre as diretrizes do projeto anunciado pelo TCU est\u00e3o: a promo\u00e7\u00e3o de simula\u00e7\u00f5es tendo como vari\u00e1vel de aloca\u00e7\u00e3o o \u201cmenor custo efetivo de transporte, sob o ponto de vista da carga\u201d; \u201cacesso pleno de cargas \u00e0 malha log\u00edstica, sem limita\u00e7\u00f5es de capacidade\u201d; \u201cocupa\u00e7\u00e3o da rede por cargas em fun\u00e7\u00e3o do menor custo de transporte, considerando-se a multimodalidade na forma\u00e7\u00e3o de tais custos\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 positivo que o TCU esteja interessado em aprimorar pol\u00edticas e institui\u00e7\u00f5es. Mas a proje\u00e7\u00e3o de \u201ccen\u00e1rios ideais de transporte de cargas\u201d pelo controle, com o objetivo de criar \u201ccrit\u00e9rio de auditoria\u201d, parece embutir o risco de o tribunal, na pr\u00e1tica, acabar, mesmo que involuntariamente, ditando os rumos setor. Nesses termos, \u00e9 poss\u00edvel que o Projeto Simula\u00e7\u00f5es, visando turbinar o planejamento nos transportes, paradoxalmente acabe esvaziando o mandato dos sujeitos com compet\u00eancia espec\u00edfica para realiz\u00e1-lo.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O transporte de cargas, no Brasil, \u00e9 predominantemente rodovi\u00e1rio. A legisla\u00e7\u00e3o prop\u00f5e mudar essa realidade. 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